Watch videos with subtitles in your language, upload your videos, create your own subtitles! Click here to learn more on "how to Dotsub"

Capitalism - A love story

0 (0 Likes / 0 Dislikes)
<i>Este filme,</i> <i>um dos mais incomuns jamais feitos,</i> <i>cont�m cenas que sob nenhuma circunst�ncia</i> <i>devem ser vistas por algu�m card�aco</i> <i>ou que se altere facilmente.</i> <i>Recomendamos fervorosamente</i> <i>que se voc� � uma dessas pessoas</i> <i>ou pai de um jovem ou crian�a impression�vel na plateia,</i> <i>que voc� e seu filho deixem o audit�rio.</i> <b>MUSKETEERS A p r e s e n t a m</b> <b>CAPITALISMO: UMA HIST�RIA DE AMOR</b> <b>MUSKETEERS Albattroz | Christie_Caldas</b> <b>MUSKETEERS Cape | Kakko</b> <b>MUSKETEERS [email protected]</b> <b>MUSKETEERS Legendas Para a Vida Toda!</b> A VIDA NA ROMA ANTIGA <i>Roma era a maior e a mais bela cidade da antiguidade.</i> <i>A magn�fica fachada do imp�rio, por�m,</i> <i>n�o podia ocultar os sinais da decad�ncia,</i> <i>a insalubre depend�ncia da economia de escravos,</i> <i>a disparidade entre ricos e pobres.</i> <i>Por tr�s do esplendor do f�rum</i> <i>havia vastas �reas de bairros pobres lotados.</i> <i>Sair desses bairros era dif�cil</i> <i>pois havia poucos empregos dispon�veis</i> <i>e praticamente nenhum para os n�o-qualificados.</i> <i>Para manter os cidad�os ociosos entretidos e fora do crime,</i> <i>organizavam jogos e espet�culos �s custas p�blicas.</i> <i>A princ�pio, apenas corridas de bigas eram patrocinadas.</i> <i>Mas, no reinado de Trajano,</i> <i>o combate brutal at� a morte havia se popularizado.</i> <i>Nos prim�rdios da hist�ria de Roma,</i> <i>representantes eleitos exerciam o poder.</i> <i>Mas agora, toda fun��o de governo</i> <i>fora absorvida pelo imperador</i> <i>que estava acima da lei e governava por decreto.</i> <i>Que um povo t�o civilizado como o romano,</i> <i>com o sistema legal mais humano jamais criado,</i> <i>pudesse tolerar a viola��o de seres humanos, � espantoso.</i> <i>Esse desequil�brio e a conduta irrespons�vel das autoridades</i> <i>se tornariam as raz�es principais do eventual decl�nio de Roma.</i> Me pergunto como as civiliza��es futuras ver�o nossa sociedade. Nos julgar�o por isto? <i>� um gato, dando descarga.</i> <i>� um gato, dando descarga.</i> Ou eles nos julgar�o por isto? <i>Est� vendo o carro do xerife?</i> <i>Sim, bem ali. O xerife. O primeiro carro.</i> <i>- N�o. - L� est� ele.</i> <i>Tr�s, quatro, cinco, seis...</i> <i>Sete.</i> - Me d� o telefone. - Est� no sof�. Certo, � o m�ximo que posso me aproximar, pai. N�o fique atr�s da porta, pai. Saia da... Ol�, xerife, � Robert Griffith. Estou em casa. Est�o tentando derrubar a porta dos fundos, pai. Somos quatro pessoas aqui. Est�o batendo na porta. N�o ofereceremos resist�ncia, mas ter�o de entrar na casa por conta pr�pria. Mas h� quatro almas nesta casa. Pai. N�o fique atr�s da porta. N�o fique. Mais uma testemunha. Diga seu nome para a c�mera. Sou David Phillips. Chris Collins. E Audra Collins. Isto s�o os EUA? Pessoal. O que est�o vendo s�o os EUA. - Pol�cia. - J� sabemos. - T�m que sair, por favor. - Tudo bem. <i>N�o podemos agir assim, como se isto estivesse certo.</i> <i>Isto � novo.</i> <i>Nunca haviam vindo isolar uma casa com t�buas</i> <i>ap�s desalojarem algu�m e jogar sua mob�lia no lixo.</i> <i>Est�o nos dizendo que v�o intensificar,</i> <i>ao isolar a casa com t�buas.</i> Esta � a casa da minha fam�lia. A casa dos meus pais. Vivi aqui 41 anos. � o �nico lugar em que vivi. Sempre ser� meu lar, n�o importa o que haja. - Sou carpinteiro. - A� est�. Sandra, est�o saindo. Deixe-os sair. - "Sou carpinteiro". E da�? - � tudo que sou. Se pagassem as contas, n�o seriam despejados. - As pessoas pagam as contas. - Isso podia ser com voc�. Est� certo. E por que acha que fa�o isso? N�o fico feliz com isto, mas � o que fa�o. S� estou dizendo que voc� pode fazer outra escolha. - � o que eu disse. - N�o h� raz�o para... Voc� � um trabalhador. ...para que o pessoal daqui se descontrole e seja ferido. N�o vamos nos ferir. Est� nos amea�ando? Saiam todos daqui. Ou podem acabar feridos. Dizer que podemos nos ferir, voc� pode ser ferido. Vai haver uma esp�cie de rebeli�o entre aqueles que n�o t�m nada e aqueles que t�m tudo. N�o entendo. N�o h� mais meio termo. H� aqueles que t�m tudo e os que n�o t�m nada. Temos que tirar tudo da casa, empacotar e sair daqui em 30 dias, mesmo que n�o tenhamos para onde ir. Projetamos esta casa. O terreno no qual ela est�, foi fazenda da minha fam�lia. Assim, com isto, perdi parte da minha heran�a. Por que fazem isto com gente trabalhadora? Por que nos tiram tudo? Tiram tudo de n�s. Somos da classe m�dia, gente trabalhadora, tentando levar a vida. Tentando sobreviver. Minha pistola, a do meu pai, minha pistola. Pol�cia. Eram 30 dias. Tenho 30 dias para tirar minhas coisas. - Foi isso que o cara me disse. - N�o. Como? Est� programado para hoje. Mas... O documento diz que temos de fazer o despejo hoje, �s 9h00. Puta merda! Ele tamb�m est� surpreso. A casa j� era. O tira disse que ela j� foi vendida a outra pessoa. N�o � mais nossa. � de algu�m. Isto � o capitalismo. Um sistema de tomar e dar. Principalmente tomar. A �nica coisa que n�o sab�amos era quando come�aria a revolta. Tudo, tentamos tudo, menos roubar um banco. Penso em fazer isso. � a forma de algu�m recuperar seu dinheiro. Eles fizeram isso comigo. N�o sei por que n�o posso fazer isso a eles. � o meu segundo Hyundai Sonata. Acho que vou comprar um novo no ano que vem. Um Sonata novo. N�o tenho fixa��o por carros. Se posso roubar um apartamento pelo custo equivalente a um Mercedes ou a um Bentley, isso sim me interessa. Apresento Peter Zalewski, corretor de im�veis da Fl�rida. Ele chama sua imobili�ria de "Abutres de Casas". Um sinal muito bom. O �ltimo aviso de despejo. Podemos ver que esta pessoa foi despejada pela pol�cia. Seja bem-vindo. Peter se ocupa exclusivamente com clientes que compram casas retomadas e depois revendem-nas, com lucro. Tem cerca de 77m2... <i>Ao final do dia, os �nicos que compram</i> <i>s�o as pessoas que representamos...</i> Hoje est� no mercado por $66.000. <i>...s�o oportunistas que aparecem.</i> N�o t�m compaix�o nem sensibilidade. S� veem n�meros, usam dinheiro vivo e buscam se aproveitar de qualquer vendedor sem se importar com sua situa��o. Sempre perguntam: "O que s�o 25 centavos?'' Isto � tudo. � tudo que ir� conseguir. O abutre representa um oportunista que procura limpar a carca�a. Como lidam com tantos germes e situa��es distintas, tem que regurgitar sobre si, e ocorre um processo de purifica��o. Os abutres n�o matam. S�o os que fazem a limpeza. Qual banco? Bank of America? O que fazemos � buscar a informa��o... e voil�. Temos 3.400 execu��es do Bank of America. Vai adorar. Quando reunimos informa��o, temos a vis�o do campo de batalha, como um avi�o que sobrevoa o campo de batalha no Afeganist�o, ou no Paquist�o ou Iraque. O pre�o que pedem � 355. Repito. Foi comprada por 840. Um pouco de desconto. Ter� dois... Nosso pessoal usa essa informa��o para entrar e tentar roubar propriedades, legal e eticamente, mas comprando por valor inferior. Agora, tudo se trata de tomar. Olhe o telhado, desapareceu por completo. N�o temos um furac�o h� cinco anos. Bem-vindo � crise imobili�ria, estilo Miami. Isto � o capitalismo. � por isso que a informa��o � t�o cr�tica. N�s intervimos, n�s os alertamos, e se eles gostarem, - Olhe pela janela. - Veja aquilo. Parece que foi incendiada. Isto � o capitalismo puro. - Danos por fogo. - Ser� que algu�m vivia ali... Todos t�m um desejo de entrar e tirar proveito da desgra�a alheia. Algu�m me perguntou: ''Qual a diferen�a entre voc� e um abutre?'' Respondi: ''� simples. N�o regurgito sobre mim.'' <i>Nosso tema de hoje: O que � o capitalismo?</i> Capitalismo? Por que haveria d�vida sobre ele? Ele n�o nos deu o n�vel de vida mais alto do mundo? Somos livres para lucrar, sobreviver, ou fracassar. Isto � o capitalismo: o sistema da livre iniciativa. Agora diga o que � ''livre iniciativa". Fui visitar meu amigo Wally Shawn, dramaturgo e, �s vezes, ator. Inconceb�vel! Mas Wally tamb�m estudou hist�ria e pol�tica, e um pouco de economia elementar. "Livre iniciativa" � uma express�o feita para criar em nossa mente uma cidadezinha... com diversas lojas. E aquele que tem a melhor loja tem a maioria dos clientes. Eis a base do sistema capitalista: a inten��o de lucro. Ele trabalha para ganhar dinheiro. A teoria original do capitalismo � uma forma muito inteligente de a sociedade escolher quais produtos ela quer que se fabrique. Para que se usa isto? Podia us�-la em quase tudo que vou fazer. A sociedade escolhe. Gosta do jeito que esse fulano produz sorvete. Mas o outro, n�o gosta muito do sorvete dele, n�o o compra, e ele desaparece. Por minha conta. Ficou bom. A lei b�sica da vida � que, se temos coisas, podemos facilmente conseguir mais. Rapidamente, um indiv�duo pode ter cinco vezes mais que qualquer outro. Livre iniciativa. Concorr�ncia. A inten��o de lucro. Meu pai, um oper�rio da linha de montagem da General Motors, comprou e pagou nossa casa antes que eu terminasse o jardim de inf�ncia. Troc�vamos de carro a cada tr�s anos. �amos a Nova Iorque todo ver�o. Esse sou eu em Wall Street. E ali estou eu dirigindo meu primeiro filme na Feira Mundial. �amos a escolas cat�licas, viv�amos bem. Se isto era o capitalismo, eu adorava... assim como o resto do mundo. Durante esses anos, muitos ficaram ricos e tiveram de pagar a taxa m�xima de imposto, de 90%. 90%? Sim. Mas ainda viviam como Bogie e Bacall. E o que fizemos com todo seu dinheiro? Constru�mos represas, pontes, rodovias inter-estaduais, escolas, hospitais. At� enviamos o homem � Lua. As coisas pareciam estar no rumo certo. Papai tinha um emprego seguro e mam�e podia trabalhar se quisesse, mas ela n�o precisava. Fam�lias de classe m�dia s� precisavam de uma fonte de renda para sobreviver. Nosso sindicato tinha assist�ncia m�dica e dent�ria gr�tis. Os filhos iam � universidade sem precisar de empr�stimo. Papai tinha 4 semanas de f�rias remuneradas todo ver�o. A maioria das pessoas tinha poupan�a e pouca d�vida. E a pens�o de papai estava guardada onde ningu�m podia toc�-la. Estaria aguardando sua aposentadoria. T�nhamos tudo isso porque nossos principais concorrentes industriais tinham sido reduzidos a escombros. Assim estava a ind�stria automotiva alem�. E essa era a ind�stria automotiva japonesa. Acho que � f�cil dizer que � o n�mero 1 quando n�o se tem concorr�ncia. Sim, claro que nem tudo era perfeito. N�o nos incomod�vamos em suportar um pouco disto e um pouco daquilo... contanto que f�ssemos da classe m�dia. E pod�amos contar que nossos filhos sairiam melhor que n�s. Parecia um bom pacto para n�s. O capitalismo. Ningu�m havia se sa�do t�o bem. E ent�o, quando est�vamos no meio deste grande caso de amor com o capitalismo... <i>O filme da Sess�o de Domingo � noite da ABC, "O Jogador",</i> <i>continuar� ap�s este informe ao vivo do Notici�rio da ABC.</i> Estamos num ponto cr�tico de nossa hist�ria. <i>Ent�o chegou a crise.</i> Muitos de n�s agora adoram � indulg�ncia e ao consumismo. A identidade humana j� n�o se define por aquilo que se faz, mas pelo que se tem. Esta n�o � uma mensagem de felicidade ou consolo, mas uma verdade e uma advert�ncia. <i>Nossa, que tristeza.</i> Era hora de trazer um novo xerife � cidade... ...um que soubesse agir como presidente. Que soubesse como lidar com oper�rios que queriam sal�rios melhores. Muito bem, senhor. Acho que voc� ganhou. Ou estas feministas irritantes queixando-se sobre a emenda de Direitos Iguais. Bem, posso mudar isso rapidinho. Um homem que sabia como fazer o trabalho. Ronald Reagan saiu dos filmes "B" para se tornar o mais famoso porta-voz empresarial dos anos 50. � tamb�m um r�dio. Pesa poucos gramas. Pode p�-lo no seu bolso. O desinfetante Boraxo realmente limpa. Ele havia achado sua voca��o e Wall Street achado seu homem. Os bancos e empresas tinham um plano simples: recriar os EUA para servi-los. Mas conseguir isso exigiria eleger um vendedor como presidente. E em 4 de novembro de 1980, foi o que fizemos. <i>...que exercerei fielmente o cargo de presidente dos Estados Unidos.</i> <i>Ronald, Ronald, Ronald...</i> Obrigado. Foi um momento hist�rico porque agora o mundo empresarial e Wall Street tinham quase que controle completo. Est� vendo aquele perto do presidente? Aquele que parece um mordomo. Chamava-se Don Regan, presidente do Merrill Lynch, a maior e mais rica empresa de corretagem de a��es do mundo. Ele assumiu o posto chave de ministro da economia para reduzir os impostos que os ricos queriam. Regan virou Chefe de Gabinete da Casa Branca quando o presidente come�ou a decair. <i>Deveriam dar ao presidente o que 43 governadores t�m.</i> <i>O poder de veto.</i> <i>Ter� que apressar.</i> Quem diz ao presidente para "apressar"? O homem do Merrill Lynch. Esse mesmo. As coisas nos EUA nunca mais seriam as mesmas. O pa�s seria administrado como uma empresa. <i>Vamos soltar o touro.</i> E, quatro anos depois, quando Reagan disputou a re-elei��o, s� havia sorrisos e papos otimistas. Sinto que, a longo prazo, estaremos muito melhor. Estamos numa ascend�ncia e as f�bricas funcionam bem melhor que antes. Estamos de novo no topo. Na verdade, o que Reagan presidiu foi o completo desmantelamento de nossa infraestrutura industrial. Isso n�o foi feito para poupar dinheiro ou permanecer competitivos, j� que as empresas � �poca informavam ganhos recordes na casa dos bilh�es. N�o. Foi feito pelo lucro a curto prazo... e para destruir os sindicatos. Milh�es de pessoas perderam o emprego e as que permaneceram tinham de trabalhar em dobro. Mas os sal�rios dos trabalhadores permaneceram congelados. Os cidad�os mais ricos tiveram os impostos reduzidos pela metade. Ao inv�s de recebermos um sal�rio decente, fomos encorajados a viver de empr�stimos at� que nossa d�vida dom�stica chegou � quase 100% do PIB. Houve uma explos�o de fal�ncias pessoais. Achamos necess�rios trancafiar milh�es de cidad�os. As vendas de antidepressivos foram �s nuvens, enquanto a cobi�a das ind�strias de seguro e farmac�utica aumentava cada vez mais os custos da assist�ncia � sa�de. Tudo isso era boa not�cia para o mercado de a��es e para os executivos dos EUA. <i>Metade de Flint recebe agora algum tipo de ajuda do governo.</i> Durante o final da era Reagan, fiz meu primeiro filme sobre o que aconteceu ao pa�s e, sobretudo, � minha cidade, Flint, em Michigan, o ber�o da General Motors. GM anunciava lucros de mais de $4 bilh�es enquanto ao mesmo tempo eliminava dezenas de milhares de empregos. Fui ver o principal lobista da GM em Flint, o Sr. Tom Kay, para lhe indagar por que isso ocorria. N�o seria bom para ningu�m se a General Motors entrasse em fal�ncia. Ela tem que fazer o que precisa ser feito para se manter competitiva no clima econ�mico atual. Mesmo que signifique cortar 18.000 empregos? Ainda que signifique cortar 20.000 empregos. - Ou 30.000? - Que seja. Todos os empregos em Flint? � poss�vel que ocorra. E ocorreu. Quase todos os empregos foram cortados e a GM entrou em fal�ncia. Talvez mais angustiante foi o fato de o resto dos EUA agora come�ava a parecer Flint, Michigan. Mas ainda havia algumas cidades que se orgulhavam de sua grandeza. <i>Cleveland</i> <i>Venham todos � cidade de Cleveland, todos</i> <i>Venham ver nossos edif�cios</i> <i>Aqui funcionava uma ind�stria</i> <i>Este trem est� levando os empregos de Cleveland</i> <i>Vejam o Sol se p�r tr�s vezes ao ano</i> <i>Este cara tem pelo menos duas infra��es</i> <i>Nossa economia baseia-se em LeBron James</i> <i>Compre uma casa pelo pre�o de um videocassete</i> <i>Nosso produto de exporta��o � depress�o incapacitante</i> <i>Somos t�o retardados que achamos que isto � arte</i> <i>Mas podia ser pior, pelo menos n�o somos Detroit</i> <i>N�o somos Detroit.</i> N�o. N�o s�o Detroit. Durante 20 anos, tentei alertar a GM e a outros que este dia chegaria, mas n�o adiantou de nada. Talvez agora me ouvissem. Fui ao escrit�rio central da General Motors uma �ltima vez para compartilhar algumas de minhas ideias. N�o t�m autoriza��o. N�o podem filmar aqui. N�o t�m autoriza��o da GM. N�o podem filmar aqui. - S� quero ver o presidente. - N�o, senhor. N�o, senhor. - Fa�o isso h� 20 anos. - Entendo, senhor. E n�o me deixam entrar neste pr�dio h� 20 anos, acho que chegou a hora de algu�m me deixar entrar e falar com eles. Tenho algumas ideias boas. 4-7 para 7-6, Bravo �rea Alfa. <i>Diga.</i> Michael Moore est� aqui para ver o presidente. <i>Repita.</i> � o cineasta, o Sr. Michael Moore. Quer ver o presidente. - Senhores. - Sim. Precisam de autoriza��o. N�o podem filmar. Se n�o posso entrar e obter autoriza��o, como fa�o? Acho que eles t�m raz�o. Terminar � dif�cil. Chega. N�o fa�a isso. Entrem no pr�dio. Por 35 anos, a GM ganhou mais dinheiro do que qualquer outra empresa. Com o tempo, Alemanha e Jap�o reconstru�ram sua ind�stria automobil�stica e produziram ve�culos mais seguros que os nossos, mais eficientes e raramente quebravam. Na Alemanha, sindicatos ajudaram a contratar e demitir dirigentes, para que os trabalhadores tivessem voz ativa. Os japoneses e alem�es lutam para se certificar que at� seus l�deres pol�ticos conservadores n�o destruam a classe m�dia. Onde estamos agora? O dia em que a General Motors declarou concordata, fui com meu pai visitar a f�brica de velas da AC, onde ele trabalhou por mais de 30 anos. - Voc� trabalhava aqui. - Tinha de ir... tinha uma rampa para subir por ali, depois dali... Depois daquele terreno? E a f�brica ficava por ali? Todo o complexo tinha cerca de 3,4 km de extens�o. Lembro que mam�e nos trazia para busc�-lo. �s 14h30, todos os dias. Voc� sa�a por ali, bem naquele lugar. E esper�vamos no carro por voc� e v�amos voc� descer pela rampa. Fic�vamos alegres toda vez que te v�amos. Trabalhei aqui 33 anos e meio. 33 anos e meio? Qual sua melhor lembran�a quando trabalhava aqui? A melhor lembran�a? As pessoas, eu acho. Era um grupo muito bom. Gostava dos seus companheiros? Era um bom lugar para trabalhar. Eu gostava. Mas lamento v�-lo desaparecer. Pouco depois do Natal de 2008, a "Janelas e Portas Rep�blica" de Chicago, Illinois, demitiu todos os seus empregados sindicalizados. Mais de 250 pessoas. Receberam aviso-pr�vio de tr�s dias. O Bank of America j� n�o daria � empresa uma linha de cr�dito, e assim os trabalhadores n�o recebiam o que lhes era devido. Minha vida gira em torno deste emprego. Vivo segundo minha obriga��o a meu trabalho. N�o apenas eu. Todos os oper�rios daqui. Vamos al�m do cumprimento do dever � empresa. E, no final, n�o valemos nada para ela. Descobrimos que fechar�o a f�brica na ter�a. N�o merecemos o que est� sendo feito conosco. Realmente d�i porque, como disse, esta � minha segunda fam�lia. Realmente d�i. Sentirei falta de todos eles. Sentirei falta deles, acho que ningu�m neste planeta merece o que fizeram conosco. Cenas como esta se repetiam por todo pa�s, e ningu�m parecia se importar. O presidente aproveitava seu �ltimo ano no cargo. Mas quando a economia come�ou a ruir, ele decidiu que era hora de usar a palavra com "C". O capitalismo � o melhor sistema j� criado. Verdade? Vozes de esquerda e de direita comparam o sistema da livre iniciativa � cobi�a, explora��o e fracasso. Cobi�a, explora��o, fracasso? Prossiga. Sou todo ouvidos. O capitalismo oferece �s pessoas a liberdade de escolher onde trabalhar, o que fazer... <i>Pat Andrews procura por emprego.</i> <i>Todas as manh�s, ela l� em v�o os classificados.</i> N�o h� nada aqui. E tamb�m n�o serei dan�arina de clube masculino. ...a oportunidade de comprar ou vender os produtos que querem. Tom Rendon tem evitado demiss�es na sua empresas de placas em Stockton, Calif�rnia, devido a esta express�o que agora representa metade de seu neg�cio. Se buscam justi�a social e dignidade humana, o sistema de livre mercado � a solu��o. E para aqueles que buscam justi�a na Pensilv�nia, a livre iniciativa era definitivamente a "solu��o". Wilkes-Barre, Pensilv�nia, tem uma das mais altas taxas de jovens detidos em reformat�rios do estado. Talvez seja porque o bom povo local emprega as pr�ticas do capitalismo para lidar com sua juventude rebelde. O munic�pio contratou uma empresa privada com um nome agrad�vel. Cuidado Infantil da PA. Os donos e diretores eram dois empres�rios, um dos quais era Robert Powell, advogado e empres�rio. Seu bom amigo, o juiz Conahan, fechou o reformat�rio p�blico e fez com que a Cuidado Infantil da PA constru�sse um estabelecimento privado por $8 milh�es e cobrasse do munic�pio um aluguel de meros $58 milh�es. Conhe�amos alguns delinquentes juvenis de Wilkes-Barre. Magee fumou maconha numa festa da escola. Eu era muito rebelde nesta idade. Matt discutiu na mesa de jantar. Joguei um peda�o de carne, de um bife, do jantar, no namorado da minha m�e. Jamie brigou num shopping com sua melhor amiga. S� pensei que j� n�o �ramos mais amigas. E Hillary criou uma p�gina no MySpace zombando do vice-diretor da escola por ser r�gido e n�o ter senso de humor. E dizia coisas bobas, t�picas de uma garota de 14 anos. O vice-diretor chamou a pol�cia. Todos se apresentaram diante do bom juiz Mark Ciavarella. Esses jovens estavam prestes a aprender sua 1� li��o no capitalismo americano: Tempo � dinheiro. Muito dinheiro. Fui ao tribunal, frente ao Sr. Ciavarella, n�o fiquei diante dele nem 4 minutos. S� fiquei diante dele uns dois minutos. A primeira coisa que o juiz Ciavarella me disse foi: ''O que a faz pensar que pode dizer essas coisas?'' Estou certo que ele j� sabia, quando entrei, que ia me internar de qualquer jeito. Ele sequer me olhou. Quando entrei no tribunal, n�o tive nenhuma chance. Havia uns 6 jovens que entraram antes de mim. Cada um deles que foi levado a Ciavarella, por raz�es diferentes, algumas leves, outras graves, foi internado. Embora Wilkes-Barre fique nos EUA, aqui o capitalismo derrotou a democracia. Robert Powell, um dos donos da Cuidado Infantil da PA, tinha um acordo comercial com os ju�zes Conahan e Ciavarella. Ent�o, o juiz Ciavarella aumentou sua m�dia de condena��o. Muitos desses jovens foram enviados ao reformat�rio com fins lucrativos da Cuidado Infantil. E por isso, os ju�zes receberam mais de $2,6 milh�es e os donos da Cuidado Infantil receberam dezenas de milh�es dos contribuintes do munic�pio. E onde Powell gastava todo esse dinheiro? No seu jatinho particular, e seu iate, o ''Justi�a Vacilante". 6.500 jovens foram injustamente condenados. Foi um bom neg�cio enquanto durou. <i>Dois ju�zes de Luzerne est�o com problemas legais.</i> <i>Eles ser�o presos.</i> Alguns jovens foram encarcerados, mesmo os agentes da condicional se opondo. L� dentro, voc� perde a no��o do tempo, dos dias. Mal conseguia acompanhar. Creio que foram... Creio foram dois meses. E passou de dois meses a nove. Ele disse originalmente de 3 a 6 meses, mas fiquei l� durante 11 meses e meio e nunca voltei a aparecer na frente do juiz para que me impusesse essas prorroga��es. A Cuidado Infantil da PA n�o apenas pagou aos ju�zes para encher suas celas, mas seus empregados eram quem decidiam quando um jovem havia cumprido a reabilita��o. Mas isso faz sentido, pois toda vez que o governo atribui a uma empresa com fim lucrativo as obriga��es que ele deveria executar, o que esperam que aconte�a? Me faz sentir um objeto que eles usaram para obter dinheiro e depois jogaram fora. Estou tentando melhorar meu voo. Tentando me preparar para o futuro, a fim de deixar tudo isso para tr�s. Acabar com tudo isso. Durante o julgamento, n�o tive o m�nimo controle, mas com o voo, sou apenas eu. Eu que tenho de fazer tudo s�. Sou o �nico no controle. Matt adora voar e espera um dia ser piloto. Se ele conseguir, ter� a 2� li��o sobre capitalismo: Nos EUA, �s vezes � melhor trabalhar para o McDonald's. Lembram-se de Sully? Capit�o Sullenberger, que pousou um avi�o em seguran�a no rio Hudson, salvando as vidas de 150 passageiros? Um verdadeiro her�i americano. Ele conheceu o prefeito. Compareceu ao discurso ao Congresso. Ele at� foi ao Super Bowl. E logo foi ao Congresso. Voar foi a paix�o de toda minha vida. Mas embora ame minha profiss�o, n�o gosto do que aconteceu a ela. � minha experi�ncia pessoal que minha decis�o de continuar na profiss�o que amo tem sido um grande custo financeiro para mim e minha fam�lia. Meu sal�rio foi reduzido em 40%. Minha pens�o, como a maioria do setor, foi cancelada. N�o pensem que exagero quando digo que n�o conhe�o um s� piloto profissional que queria que seus filhos sigam os seus passos. Nossa, com essa voc� esvaziou a sala, Sully. N�o creio que os deputados quisessem ouvir isso. Eles gostam de voc� como her�i. A experi�ncia atual... Qual era seu sal�rio inicial como piloto? Ganhei $19 mil no primeiro ano. Aumentaram para 22 ou 23 mil no segundo ano. Ano passado, minha renda bruta foi de $17.600. H� uma piada na empresa quando recebemos nossas asas como pilotos rec�m-contratados, onde a empresa nos diz: ''N�o se inscreva no Bolsa Alimenta��o de uniforme.'' N�o sei quanto a voc�s, mas, quero que o piloto que me leve a 30.000 p�s ganhe bem e n�o fique sentado na cabine, procurando por moedas no assento do piloto. Houve um per�odo de 4 meses em que recebia o Bolsa Alimenta��o. No Bolsa Alimenta��o? E mesmo assim ainda voava? Com meu cart�o do Bolsa Alimenta��o. Quando disse � mo�a do Bolsa Alimenta��o, que eu era um piloto, ela n�o esbo�ou nenhuma rea��o, mas sei que ela n�o acreditou em mim. Como voc� vinha se virando? Como pagava as coisas? Dependia do cart�o de cr�dito para comida quando n�o tinha o Bolsa. Tenho uns $10 mil em d�vida com o cart�o, s� com coisas necess�rias, n�o TV de tela grande e aparelho de som. Voc� o usa para comprar comida e sobreviver. Deve ao empr�stimo estudantil? - Devo. - Quanto? Devo uns $80 mil. - Peguei $100 mil. - Em empr�stimos estudantis? E quando acabar de pag�-los, a essa taxa, ir� me custar mais de meio milh�o com juros, taxas e multas. � algo com o qual n�o perco tempo pensando, pois � aterrador. � algo que me deprime muito na carreira que escolhi, quando penso no que devo e no pouco que ganho. J� teve um segundo emprego para chegar ao fim do m�s? Passeio com c�es, distribuo suco MonaVie. Conheci pilotos que doavam plasma para ganhar um extra. - Doavam sangue? - Eles... Para ganhar um extra mesmo pilotando avi�es? Isso. Eles doam plasma. Eles devolvem o sangue, mas lhes pagam pelo plasma. Sei. Eles extraem o sangue, tiram o plasma... E rep�em o sangue. Bem. Ent�o n�o � algo t�o ruim. A �nica raz�o para continuarem voando � que adoram voar. E a administra��o se aproveita disso. As empresas a�reas conseguiram dividir muitos voos com empresas de trajetos curtos num esfor�o para destruir os sindicatos. N�o pode competir com um n�vel cada vez mais baixo todos os anos sem comprometer a seguran�a. Aproximadamente �s 22h15, de 12 de fevereiro de 2009, o voo de conex�o 3407 da Continental iniciou seu pouso no aeroporto de B�falo. <i>Aguardem. H� comunica��o de terra.</i> <i>� da pol�cia estadual ou do xerife.</i> <i>Devemos averiguar se h� algo em terra.</i> <i>Este avi�o estava a 8 km,</i> <i>e de repente n�o recebemos mais resposta dele.</i> <i>S� posso dizer que havia um avi�o no marcador</i> <i>e que agora n�o falamos com ele.</i> Ningu�m sobreviveu � queda e 50 pessoas perderam a vida. A imprensa se concentrou nos atos dos pilotos. O Cap. Marvin Renslow e a Primeira-Oficial Shaw falavam de suas carreiras. ''Carreiras'' � um eufemismo para o que os pilotos realmente discutiam: o pouco que recebiam e o excesso de trabalho que tinham. N�o se falaria na imprensa de o porqu� temos um sistema econ�mico que permite que um piloto ganhe menos que um gerente da Taco Bell. <i>A Primeira-oficial Shaw ganhava entre $16 a 20 mil por ano</i> <i>e, em certo momento, teve um segundo emprego.</i> Seu segundo emprego foi de gar�onete numa cafeteria. Como essas empresas conseguem sair impunes? Creio que isto seja o cerne do capitalismo: ele permite que saiamos impunes de qualquer coisa, como lucrar com a morte de um empregado. Querido, eu abro. Vamos tentar assim. Esta � Irma Johnson. Dan, o esposo de Irma, era da ger�ncia m�dia do Banco Amegy, em Houston, Texas. - Quer untar? - N�o. Dan recentemente morreu de c�ncer, deixando Irma e seus dois filhos. Mas, sem que Irma soubesse, o Amegy havia feito um seguro de vida secreto para Dan. O banco generosamente nomeou a si mesmo como benefici�rio no caso da morte de Dan. A seguradora acidentalmente informou a Irma que o Banco Amegy recebera um cheque de $1,5 milh�o algumas semanas ap�s a morte de Dan. <i>Obrigada por ajudar.</i> Eles nunca me disseram. Eu queria saber por que tinham feito um seguro para ele. - Voc� n�o sabia? - N�o. E eles se nomearam como benefici�rios. Ent�o a morte do seu marido os deixou $1,5 milh�o mais ricos? Sei que n�o � certo eles lucrarem com a morte do meu marido. Quando percebi o que ocorria, n�o pude acreditar. - � doloroso. - Sinto muito. � doloroso e eu queria respostas. Irma entrou em contato com Michael D. Myers, um advogado local que j� vinha investigando esse tipo de seguro empresarial dos empregados. Num seguro de vida normal, onde algu�m se protege contra a perda de um ente querido ou do provedor da fam�lia, n�o se deseja a morte dessa pessoa. Com estes seguros, as empresas que os compram querem que os empregados morram segundo as proje��es da ap�lice. Vale-se mais morto que vivo para uma empresa. American Greetings, RR Donnelly & Sons, e a Proctor & Gamble est�o tendo problemas com a mortandade. Esses 4 programas juntos operam a 50% da mortandade esperada. Esses clientes est�o cientes deste problema. Basicamente, o agente de seguros est� reclamando que n�o morrem empregados suficientes. E, assim, o retorno do investimento n�o condiz com as proje��es. O agente escreve que a NCC opera a 78% da mortandade esperada. 78% das pessoas que esper�vamos que morressem, morreram. Mas o problema com isso � que houve 3 suic�dios. E n�o se pode contar com isso todo ano. Consegue imaginar outra situa��o onde realmente se espera que pessoas morram? Os combatentes de guerra, eu acho. Nossa! Quando se espera a morte de algu�m? N�o sei. Situa��es de guerra, de terrorismo. Testes de drogas, talvez. N�o sei. N�o sei. � uma pergunta estranha. N�o entendia como isso podia ser legal. Afinal, h� raz�o para existir uma lei proibindo que eu fa�a um seguro contra inc�ndio de sua casa pois tenho interesse que ela seja incendiada. Como o advogado Myers pesquisou isso durante anos, perguntei a ele quais empresas estavam lucrando com essas ap�lices de seguro. Eu n�o sei, nem voc�, porque n�o h� lugar onde se possar ir para descobrir se sua empresa comprou esse tipo de produto. - De quais sabe? - As que sabemos, que vazaram, Bank of America, Citibank, Wal-Mart, Winn-Dixie, Proctor & Gamble, McDonnell Douglas, Hershey, Nestl�, AT&T, Southwestern Bell, Ameritech, American Express... S�o empresas de primeira linha. N�o s�o empresas de fachada tentando um esquema para receber um cheque na morte de um de seus empregados. Talvez existam v�rios milh�es de americanos que est�o ou estiveram cobertos por um desses seguros. H� muitos por a�. Este � Paul Smith. Ele era o que se conhece como um empregado fiel. Trabalhei no Wal-Mart por 18 anos e dediquei-me 110%. Adorava essa empresa. E ficamos sabendo que o Wal-Mart contratou mais de 350.000 seguros de vida para empregados comuns. N�o eram executivos. Eram pessoas como minha esposa, decoradora de bolo por 18 meses. Eram feitas ap�lices para esse tipo de pessoa. LaDonna, mulher de Paul, deixou o emprego na padaria do Wal-Mart para ficar em casa cuidando dos dois filhos. Ela tinha asma severa. Ela baixou pronto-socorro numa noite e uma enfermeira indagou se eu era o marido. Respondi que era. Ela me disse que n�o achava que minha esposa fosse sobreviver. LaDonna entrou em coma do qual nunca despertaria. Sua fam�lia correu ao hospital, ainda que n�o pudesse fazer nada para ajudar. Havia uma parede, e LaDonna estava no quarto do lado dela. E Jessica ficava dizendo, "Onde ela est�?'' Respondi, "Ela est� do outro lado dessa parede". E Jessica indagou, "Podemos abrir um buraco na parede para que possamos v�-la?" Isso me marcou. Lembra-se disso? T�nhamos de ficar com ela e escrev�amos-lhe cartas. "Minha querida esposa, "sinto sua falta mais do que as palavras possam expressar. "Voc� � minha vida. "Voc� sempre via beleza nas coisas simples. "Sempre admirei isso em voc�. Gostaria de ter lhe dito mais isso. "Quero que volte logo para mim. "Ainda tenho muito a aprender contigo, querida. "Seu marido amoroso, Paul." Voc� est� bem, Wesley? Ela tinha 26 anos. Quanto mais jovem for a pessoa, mais alto � o benef�cio pois se espera que vivam mais tempo. Espera-se que mulheres vivam mais que homens. Assim, o empregado mais valioso para a empresa, se morrer, � uma mulher jovem. A morte de LaDonna rendeu a uma das empresas mais ricas do mundo $81.000 extras. Enfrentava mais de $100 mil em despesas m�dicas e $6 mil no funeral, e o Wal-Mart n�o ofereceu um centavo para ajudar. Confiava nele. E nem em um milh�o de anos pensei que em algum lugar, numa declara��o de lucro, contivesse "Empregada morta, $81,000". O Wal-Mart n�o se importa conosco. Quando algu�m morre, n�o deveriam lucrar algo com isso. O denominador comum de cada forma de cobertura � que, quando morre o empregado, o empregador recebe os benef�cios do seguro. Conhecido como "ap�lice do campon�s morto". Camponeses mortos? Por que usar um nome t�o asqueroso? � asqueroso. Tamb�m n�o sei o que significa. "Morto" � �bvio. � o trabalhador que faleceu, que est� morto. "Campon�s", n�o sei por que escolheram esse termo. N�o sei se tem significado hist�rico ou se � s� o modo que veem o valor relativo das vidas dos empregados. "Camponeses mortos"? Isso. � assim que chamam entre eles. � insultante que se refiram ao meu marido assim. Ocorre que o Banco Amegy tinha uma segunda ap�lice do campon�s morto para Dan, o que levou seu ganho a quase $5 milh�es. - O capitalismo � pecado? - �. O capitalismo, para mim e muitos de n�s neste momento, � um mal. � o oposto de tudo que � bom. Contr�rio ao bem comum. Contr�rio � compaix�o. Contr�rio �s principais religi�es. O capitalismo � precisamente o que os livros sagrados, sobretudo os nossos, lembram-nos que � injusto e, que de algum modo, Deus surgir� e ir� erradicar. Este foi o padre Dick Preston, o vig�rio de Flint que fez meu casamento. O capitalismo � errado, e, portanto, precisa ser eliminado. "Eliminado"? Talvez seja um pouco duro, assim decidi ir falar com o padre que casou a minha irm�. Creio que ele teria uma abordagem mais centrada em rela��o ao capitalismo. � imoral, obsceno, ultrajante. � realmente o mal radical. � radicalmente maligno. Ser� que o Chefe deles sabe que falam assim? Achei melhor ir consultar o bispo. O sistema n�o parece estar contribuindo para o bem-estar de todas as pessoas. E isso o torna, quase em sua pr�pria natureza, algo contr�rio a Jesus, que disse: "Benditos sejam os pobres. Ai dos ricos". Isso est� no Evangelho de S�o Lucas. Como suportamos este sistema por tanto tempo? O sistema tem incorporado o que chamamos propaganda. A propaganda me deslumbra... a habilidade de convencer as pessoas que s�o vitimizadas por este sistema, de apoi�-lo e v�-lo como algo bom. <i>Sabemos que o capitalismo americano � moralmente bom</i> <i>devido aos seus elementos principais.</i> <i>A propriedade privada, a inten��o de lucro</i> <i>e a competi��o de mercado s�o bons e s�os.</i> <i>Compar�veis �s leis de Deus e aos ensinamentos da B�blia.</i> Desde que me lembro, me dizem que competi��o e lucro s�o coisas boas. <i>Compar�veis �s leis de Deus e aos ensinamentos da B�blia.</i> E se aumentar os lucros significa prender alguns jovens ou ganhar com a morte de um empregado... <i>Compar�veis �s leis de Deus e aos ensinamentos da B�blia.</i> ...� moralmente correto contribuir para os acionistas. <i>Compar�veis �s leis de Deus e aos ensinamentos da B�blia.</i> D�vidas, despejo e explora��o. Leis de Deus e os ensinamentos da B�blia. A que realmente juramos lealdade? <i>� inten��o de lucro.</i> Ent�o os bons americanos passaram a agir como se acreditassem que nosso sistema econ�mico capitalista fosse compat�vel com os ensinamentos da B�blia. Quando crian�a, eu queria se padre. N�o se tratava das vestimentas especiais ou da escolta dos Cavaleiros de Colombo, nem das freiras maravilhosas que eram t�o boas para mim. Mas por causa dos padres que participaram da marcha para Selma, ou que tentaram parar a guerra, ou que dedicaram suas vidas aos pobres. Eles me disseram claramente o que Jesus disse. Que os primeiros ser�o os �ltimos e os �ltimos ser�o os primeiros, que os ricos dificilmente entrar�o no reino dos c�us, que seremos julgados por como tratamos os desafortunados, e que n�o h� ningu�m mais importante para Deus do que os pobres. Desde ent�o, parece que Jesus foi sequestrado por muita gente que cr� que o Filho de Deus foi enviado para criar o c�u na terra para os ricos. Devo haver perdido a parte da B�blia onde Jesus virou capitalista. Por favor, diga-me mestre, o que devo fazer para ter a vida eterna? Ide e maximizai os lucros. Diz que o Reino dos C�us est� pr�ximo, mas quando ele chegar�? Quando desregulamentarem o setor banc�rio. Ajude-me. Estou assim h� 20 anos. Desculpe, n�o posso curar sua doen�a pr�-existente. Ele ter� que pagar. De algum modo, n�o creio que Jesus veio � Terra para tocar o sino da Bolsa de Nova York. E, mesmo assim, desde o princ�pio, os ricos O t�m reivindicado como deles. Quando estou em Wall Street, percebo que � o centro nervoso do capitalismo americano e noto o que o capitalismo tem feito pelos trabalhadores dos EUA, para mim � um lugar sagrado. <i>Vou acrescentar.</i> <i>Durante a guerra com o Iraque e o terrorismo,</i> <i>se olharmos as bolsas e a economia mundiais,</i> <i>e apesar dessas �reas de dist�rbio, de mortes e assassinatos,</i> <i>que estamos descrevendo, nunca esteve t�o bem.</i> <i>A economia global nunca esteve t�o bem</i> <i>assim como as bolsas de valores.</i> <i>Jimmy. Ou � um milagre de Deus</i> <i>ou tem algo a ver com as vit�rias</i> <i>da propaga��o do mundo capitalista, ou ambos.</i> Consideram Wall Street um lugar sagrado. O que acha que Jesus pensaria do capitalismo? Creio que Ele simplesmente iria se recusar... a fazer parte dele. Jesus se recusaria a fazer parte dele, mas provavelmente Ele reservou um lugar especial l� em cima para quem vazou o memorando secreto do Citibank sobre seu plano de dominar o mundo. Nos idos de 2005 e 2006, o Citigroup escreveu 3 memorandos confidenciais para seus investidores mais ricos sobre como iam as coisas. Eles chegaram � conclus�o que os EUA n�o eram mais uma democracia, mas tinham se tornado uma plutonomia... uma sociedade controlada exclusivamente por e para o benef�cio do 1% de renda mais alta da popula��o que agora possu�a mais riqueza financeira que os 95% restantes somados. O memorando se regozijava com o fosso crescente entre ricos e pobres como eram agora a nova aristocracia e que n�o havia fim � vista para o trem da alegria deles. Mas havia um problema. Segundo o Citigroup, a amea�a mais potente a curto prazo seriam as sociedades que exigiam uma divis�o mais equitativa da riqueza. Em outros termos, os camponeses poderiam se rebelar. Citigroup lamentava que os n�o-ricos podiam n�o ter tanto poder econ�mico, mas tinham mesmo poder de voto dos ricos. Uma pessoa, um voto. E � isso que os assusta... Que ainda possamos votar. De fato, temos 99% dos votos e eles, apenas 1%. Ent�o por que os 99% suportam isto? Segundo o Citigroup, � porque a maioria do eleitorado acredita que, algum dia, eles ter�o a chance de se tornarem ricos se continuarem se esfor�ando. Os ricos estavam contentes que tantas pessoas tenham acreditado no Sonho Americano enquanto eles, os ricos, n�o tinham inten��o de dividi-lo com mais ningu�m. Creio que o capitalismo � mais importante que a democracia. N�o acredito muito na democracia. Sempre digo que ela �... pode ser dois lobos e uma ovelha decidindo o que ir�o jantar. Este � Stephen Moore. N�o � meu parente. Colunista e membro da editoria do "The Wall Street Journal", a b�blia di�ria dos EUA empresarial. Sou a favor do direito a voto das pessoas e coisas assim, mas h� muitos pa�ses que t�m o direito a voto e continuam pobres. A democracia nem sempre leva a uma boa economia ou a um bom sistema pol�tico. Com o capitalismo, somos livres para fazer o que quisermos, para fazer o que quisermos de n�s mesmos. Isso n�o significa que teremos �xito. Lembre-se. A Constitui��o americana n�o garante felicidade. Ah, a Constitui��o. Toda minha vida ouvi que os EUA s�o um pa�s capitalista. Ent�o fui ver a Constitui��o original para ver se isso era verdade. Tento ver onde ela estabelece nosso sistema econ�mico, onde diz que temos uma economia capitalista. A jurisdi��o. - A parte judicial da... - Por ali? N�o havia men��o a livre mercado ou � livre iniciativa ou ao capitalismo em nenhuma parte. De fato, eu s� vi "N�s, o povo", algo sobre "uma Uni�o mais perfeita", e "promover o bem-estar geral". "Bem-estar", "Uni�o", "n�s"? Isso parece aquele outro "-ismo". Mas n�o. Isso � a democracia. E comecei a me perguntar. "Como seria se o local de trabalho fosse uma democracia?" Sempre houve uma grande separa��o entre como se dirige um pa�s e como os neg�cios devem ser dirigidos. � verdade. Parece haver um descompasso entre o nosso amor professado pela democracia e o quanto estamos dispostos a aceitar uma ditadura todos os dias que vamos trabalhar. N�o � assim na Isthmus Engineering, em Wisconsin. Ela cria e constr�i m�quinas rob�ticas para a ind�stria. Um neg�cio de $15 milh�es ao ano. Todos os trabalhadores s�o donos da empresa. Ele n�o est� falando da droga de op��es de a��es. Mas que eles s�o os verdadeiros donos. � um neg�cio dirigido democraticamente onde cada membro tem um voto e igual opini�o. Todos a favor? Isso tira o dinheiro da equa��o. Ao tirar o dinheiro da equa��o para que possam tomar as decis�es, eles acabam ganhando mais dinheiro. Bom, n�o? E que patri�tico que queiram estender seu amor � democracia americana ao seu trabalho. Imaginem se o lugar em que trabalham fosse dirigido por voc� e seus companheiros. Provavelmente n�o demitiriam seus companheiros para aumentar o valor de suas a��es, demitiriam? Ou se concederiam um aumento enquanto seus companheiros tivessem redu��o de sal�rio. N�o fazemos isso aqui. N�o se pode, porque todos os demais olhariam dizendo, "Por que esse cara � t�o ganancioso?"' Seria muito �bvio. A conclus�o � que h� muitas pessoas que arrega�am as mangas e v�o trabalhar. Mas se houver algu�m acima dessa cadeia que leve todo o dinheiro extra, n�o ser� justo. Igualdade no local de trabalho. Que ideia curiosa. Na Calif�rnia, h� uma f�brica de p�es onde trabalhadores fazem milhares de p�es por dia. Quanto mais horas se trabalha para beneficiar a cooperativa, mais se participa dos lucros. Os trabalhadores aqui est�o felizes. N�o h� grandes nem pequenos. Todos s�o iguais. Como presidente, recebo a mesma participa��o que os demais. E isso mostrou ser muito lucrativo para n�s como trabalhadores. Os oper�rios da linha de produ��o ganham $65 mil ao ano, mais de tr�s vezes o sal�rio de um piloto iniciante da American Eagle. S� espero que as pessoas se deem conta deste tipo de atividade organizacional e comecem a consider�-la como alternativa. Por que quer ficar rico? Quantos carros precisa na vida? Claramente, ele n�o gosta de carros, mas tudo bem. A f�brica de p�o e v�rias empresas pertencentes aos oper�rios s�o prova de que as pessoas nem sempre s�o motivadas pelo lucro. A VACINA DE SALK FUNCIONA! <i>Uma vit�ria hist�rica sobre uma doen�a terr�vel.</i> Ao inv�s de usar seu g�nio para ganhar muito dinheiro, o Dr. Jonas Salk passou todo seu tempo pondo rins de macaco num liquidificador, tentando achar a cura para a p�lio. E quando conseguiu, ele decidiu fornec�-la de gra�a. Este homem podia ter sido muito rico se tivesse vendido sua vacina a uma empresa farmac�utica. Mas ele achava que seu talento devia ser usado para o bem comum. E o sal�rio que ele ganhava como m�dico e professor pesquisador era suficiente para ele ter uma vida confort�vel. Quem possui a patente desta vacina? Bem, eu diria que o povo. N�o h� patente. Voc� patentearia o Sol? �, longe se vai a �poca do Dr. Salk. Pois hoje nossas melhores mentes s�o empregadas em outra coisa. Para onde enviamos os melhores em matem�tica e ci�ncias? Para as finan�as. Eles n�o se dedicam � ci�ncia, nos EUA. Eles v�o para Wall Street. Os estudantes de hoje, diferente da �poca do Dr. Salk, podem se formar na universidade com d�vida por cr�dito estudantil de at� $100 mil ou mais. Esses estudantes, ent�o, ficam em d�vida com os bancos durante os pr�ximos 20 anos. E a melhor forma de eles pagarem aos bancos � trabalhando para eles ao inv�s de trabalhar para o bem comum. Pegamos pessoas que poderiam ser muito produtivas, justamente o que � escasso nos EUA, e n�s as levamos para uma atividade que n�o � apenas menos produtiva, mas onde s�o destrutivas, onde cada dia que trabalham, fazem do mundo um lugar pior. E em que os melhores estudantes de Harvard e outras universidades trabalham hoje? Derivativos. Swaps de cr�dito. N�o entendo nada disso. Eu tamb�m desisto. Foi como me senti quando comecei a ouvir esses novos termos. Ent�o fui � Bolsa de NY para obter respostas. Senhor? Pode explicar derivativos para mim? Algu�m pode explicar derivativos ou swaps de cr�ditos? Algu�m sabe? Senhor. Pode me dizer o que � um swap de cr�dito? Pode explicar derivativo para mim? Sabe o que � um derivativo? - Ningu�m vai falar comigo. - Sou s� um oper�rio. Entendo. Pessoal? Procuro um conselho. - T�m algum conselho para mim? - N�o fa�a mais filmes. Um derivativo? Swap de cr�dito? Achei um cara em Wall Street que n�o era cr�tico de cinema. Marcus Haupt � engenheiro formado na Ivy League, que foi vice-presidente do Lehman Brothers e passou 15 anos em Wall Street, criando os chamados "instrumentos financeiros complexos." O que � um derivativo? � uma aposta secund�ria num ativo subjacente. Pode ter uma a��o e uma op��o sobre ela. E essa op��o sobre ela lhe permite o privil�gio, mas n�o a obriga��o de comprar ou vender. Como explicar? Voc� tem a op��o de decidir se quer ou n�o correr esse risco. Explicarei de outra forma. O pre�o do derivativo � baseado no pre�o de outra coisa. � como uma equa��o de 2� grau. Se pensar em, digamos... Talvez eu deva recome�ar. Me deixe recome�ar. Retrocedamos. Eu estava perdido. Talvez haja algu�m em Harvard que possa me explicar. �, o... ...o comprador... ent�o o vendedor ret�m o empr�stimo que pode n�o ser pago. E vendem... ...a outra pessoa... Desculpe, deixe-me recome�ar. Pe�o desculpas. S�o muito ex�ticos. Derivativos s�o nada mais que complicados sistemas de aposta. Assim � a equa��o matem�tica para um deles. N�o a entendem? Tudo bem. N�o era mesmo para entender. Eles a fizeram confusas de prop�sito para escaparem impunes. Digamos que voc� � um advogado, e chega, enviado pelo governo, tentando avaliar se estas coisas violam ou n�o o C�digo Tribut�rio. Se conseguir entender o que eles fazem, � bem prov�vel que em Wall Street lhe ofere�am emprego. Poderia ir at� Wall Street e pedir que criem um derivativo sobre qualquer coisa? Sim. Acredite, tudo que existe tem um derivativo. Ent�o foi nisto que Wall Street se converteu. Um cassino insano. Permitimos que eles apostem em tudo, incluindo a casa da nossa fam�lia. C�MITE PARA SALVAR O MUNDO ...o mais poderoso presidente de Banco Central do s�culo XX. <i>Greenspan tornou-se um �cone da economia.</i> <i>Alan Greenspan diz que a economia est� �tima.</i> <i>Greenspan enlouqueceu. Como em "Girls Gone Wild".</i> <i>O que Mick Jagger e Alan Greenspan t�m em comum?</i> Alan Greenspan, que naquela �poca era considerado homem mais inteligente a andar sobre a face da Terra, come�a usar a frase, "refinanciem sua casa". Que os americanos podiam refinanciar sua casa pr�pria, Que � o jarg�o de Alan Greenspan para tome empr�stimo �s custas da sua casa, e se n�o puder pag�-lo, ir� perd�-la. Come�ou convencendo os americanos idosos, pessoas que j� tinham casas, a refinanci�-las para tirar a casa deles. Sim, tirar a casa dos cidad�os idosos. O esquema, para roubar a casa das pessoas das quais j� eram donas, foi magistral. Funcionava assim. Primeiro, diga aos propriet�rios que possuem um banco. E que esse banco � a sua casa. Se sua casa vale $250 mil, isso o faz 1/4 de um milion�rio. Voc� est� sentando sobre uma mina de ouro. Voc� tem seu pr�prio banco. O seu banco. E pode usar o seu banco para conseguir mais dinheiro. Apenas refinanciando. Todos fazem isso. Claro que, ocultas nas centenas de p�ginas de letras mi�das, h� cl�usulas que permitem ao banco aumentar a taxa de juros. Talvez t�o alta que voc� n�o poder� pagar o empr�stimo. Mas tudo bem. Se n�o puder pagar, tomaremos sua casa. Claro, antes de tomarem a sua casa, precisaram mudar os regulamentos e as leis. Esta � uma foto que achei num balan�o anual da FDIC. John Gilleran, chefe do Setor de Economia, que deveria regular a poupan�a e empr�stimos, o cara com a motosserra. E os outros quatro idiotas risonhos na foto s�o os tr�s principais lobistas do setor banc�rio e o diretor-adjunto do Conselho Federal de Seguran�a dos Dep�sitos. E posavam sobre uma pilha de regulamentos. E isso devia demonstrar a inten��o de destruir a regula��o. E conseguiram. E agora sabemos o que acontece quando se destr�i a regula��o financeira. Produz-se uma cat�strofe financeira. <i>Uma fam�lia em crescimento com muitas d�vidas.</i> <i>Um jovem casal sem dinheiro para dar entrada.</i> <i>Um empres�rio cujos ganhos eram dif�ceis de provar.</i> <i>Todos foram rejeitados para empr�stimo hipotec�rio</i> <i>por tr�s empresas de cr�dito distintas.</i> <i>Sou da Countrywide e todos eles foram aprovados.</i> N�o se deixem enganar pela atitude amig�vel e o cabelo loiro. � a mesma oferta que a m�fia faz pelo bairro. Sei como se sente. Tem um monte de d�vida. N�o tem dinheiro para dar de sinal. N�o consegue achar seus documentos. Tudo bem. Eu lhe farei um empr�stimo irrecus�vel. Chama-se cr�dito de risco. Voc� n�o paga juros agora. Paga um pouco mais depois. N�o se preocupe com o depois. Cuidaremos de voc�. E como a m�fia, Countrywide, Citybank, Wells Fargo, Chase... Vamos l�. ...eles um dia apareciam para cobrar e tomar a sua casa. Eu pagava $1.700 por m�s sem problema. Logo subiu para $2 mil. Depois para $2.300. Depois para $2.700. N�o pude pagar. Estes s�o os Hackers, de Peoria, Illinois. Randy � um ferrovi�rio e Donna trabalha para asilos. Sua fazenda, que esteve na fam�lia por mais de 40 anos, foi tomada pelo Citybank. Randy sofreu um acidente no trabalho anos atr�s e agora recebe o aux�lio-acidente. Eles simplesmente roubaram tudo. As economias de uma vida toda e o resto, com uma canetada, um advogado e um juiz. Os Hackers me mostraram o aviso de execu��o da hipoteca do Citibank. O que me chamou a aten��o foi a cidade de onde vinha a hipoteca. Descobre-se que uma empresa de propriedade dos bancos, escolheu, para processar 60 milh�es de hipotecas, de todas as poss�veis, uma das cidades mais desesperadas nos EUA. Esta empresa contrata o pessoal de Flint para enviar quase 60% dos avisos de execu��o de hipoteca no pa�s. No que parece ser um tipo de piada cruel, minha cidade natal estava agora a servi�o de ajudar a transformar o resto dos EUA em Flint. Normalmente, quando um banco for�a uma fam�lia como os Hackers a sair de casa, contratam profissionais para limpar o lugar. Neste caso, o banco pensou: "Por que gastar uma nota preta "quando h� uma fam�lia desesperada que trabalhar� por uma ninharia?" Numa humilha��o final, os Hackers foram trabalhar para o banco que tomou sua casa. "A propriedade deve ser entregue limpa, "com todo o lixo, entulho e bens m�veis removidos. "Na entrega das chaves, "o representante da PAS entregar� um cheque de $1 mil." $1.000 pratas... para sair da minha casa e tudo o mais, Quero mesmo agradec�-los. Isso foi incr�vel. Minha mulher trabalhou uma semana para limpar a casa e ter certeza que estava apresent�vel para outrem. Estou feliz que fizeram isso. Tenho que agradec�-los. Foi muito gentil da parte deles. Gostaria de agradec�-los. Tenho mais uma. Esta � da porta do nosso quarto. Acho que... vai com esta. Pus fechadura para n�o deixar as crian�as entrarem, pois tenho armas. Aqui est� seu dinheiro, Randy. O que est�o testemunhando, � um roubo. Come�o a entender por que as pessoas... perdem a cabe�a e come�am a atirar uma nas outras. N�o vou dizer que faria algo assim, mas entendo como colocam as pessoas numa situa��o onde surgem com bombas, explodem e atiram em todos. Eles merecem tudo que houver a eles. � s� o que posso dizer. Espero que algo aconte�a... N�o consigo mais falar. H� um animal atropelado ali. Este � Bob Feinberg. Ele lidava com os empr�stimos VIP da Countrywide, o maior agente hipotec�rio do pa�s. Embora a Countrywide fosse especializada em empr�stimos para pessoas com poucos recursos a altos juros, o trabalho de Bob era cuidar de grandes l�deres pol�ticos do pa�s. Um dia, um dos chef�es me chamou � sua sala. Disse, "Quero que ligue para este cara". Eu disse que tudo bem. E ele, "Ele � amigo de Angelo". Angelo Mozilo � o presidente da Countrywide. "D� a ele esta taxa. Elimine os encargos. "Feche o neg�cio. E n�o estrague nada". E eu pensei: "Certo". Havia um setor especial que lidava com os amigos de Angelo. Davam-se descontos. Encargos eram cortados. E �s vezes, documentos eram dispensados. Literalmente escrev�amos no arquivo "ADA". AMIGOS DO ANGELO - Eram pessoas muito importantes. Eu tinha Richard Holbrooke, o embaixador Holbrooke, Donna Shalala, pessoas do Capit�lio, que regulam o mercado hipotec�rio, gente que regula Wall Street, e Jim Johnson, diretor da Fannie Mae, Alphonso Jackson, ministro da Habita��o... O senador Conrad, do Comit� de Finan�as. A TV em casa estava ligada, eu estava na cozinha e ouvi uma voz pontificando sobre empr�stimo predat�rio, e que t�nhamos de acabar com isso. Os reguladores financeiros do pa�s devem ser os policiais em alerta, protegendo os trabalhadores americanos das a��es financeiras inescrupulosas. O senador Christopher Dodd estava falando. E fitei a TV e fiquei preocupado. Alguns desses empr�stimos t�m uso leg�timo, quando feitos a mutu�rios sofisticados com alta renda. Fiz in�meros empr�stimos para ele, nos quais teve descontos e tudo o mais que se obt�m por ser amigo de Angelo e todas as coisas boas. O Comit� do Setor Banc�rio e Habita��o do Senado devia vigiar o setor hipotec�rio. O senador Dodd � o presidente desse comit� e est� nele h� mais de 28 anos. Como amigo de Angelo, ele recebeu o equivalente a mais de $1 milh�o em descontos de empr�stimos da Countrywide. Algu�m aqui ao lado vende um empr�stimo t�xico para algu�m. Me pediam para dar o empr�stimo mais apropriado a esse VIP. Alguma vez pensou que o que voc� fazia podia ser suborno? N�o me sentia subornando ningu�m, n�o. S� fazia meu trabalho. Eu cuidava dos VIP�s. Todos na empresa sabiam quem eu era. Todo mundo. Era uma posi��o lisonjeira. Mas n�o, n�o acho que fiz nada de errado. Se eu n�o fizesse, outro faria. Por isso, precisamos de pessoas como Bill Black, um dos reguladores banc�rios que revelaram o esc�ndalo das Poupan�as e Empr�stimos nos anos 80. Algo impr�prio aconteceu e aposto que os reguladores sabem. Uma das figuras principais desse esc�ndalo, Charles Keating, teve uma ideia do que fazer com Bill Black e enviou um memorando com estas instru��es. ELIMINEM BLACK MATEM-NO Perguntei a ele quem cuidava de n�s hoje. Onde estava o FBI em tudo isso? O FBI come�ou a advertir o p�blico em setembro de 2004, de que havia uma epidemia de fraudes hipotec�rias perpetrada pelos bancos. Usaram o termo "epidemia". Mas quando ocorreu o 11/09, o governo Bush transferiu pelo menos 500 especialistas em colarinho branco do FBI para fora da �rea de sua especializa��o, mesmo que estiv�ssemos entrando, durante todo o governo Bush, na maior onda de crimes do colarinho branco da hist�ria da na��o. Na verdade, da hist�ria mundial. O FBI diz que 80% das perdas por fraude hipotec�ria s�o induzidas pela financiadora. O que isso quer dizer? Quer dizer que n�o � o mutu�rio que sai na rua tentando fraudar a institui��o financeira. Essas fraudes s�o deflagradas por quem controla a organiza��o. - Claro. - Normalmente, os executivos. Esses executivos acharam que sairiam impunes? Eles sa�ram impunes. �, parece que sim. E com a elei��o presidencial para acontecer... Defina rico. 5 milh�es. ...as elites temiam que sua s�rie de crimes pudesse chegar ao fim. Ap�s fraudar trilh�es dos americanos, retomando suas casas, lev�-los � fal�ncia quando adoeciam e convenc�-los a investir seus sal�rios e pens�es no cassino conhecido como mercado de a��es, os ricos decidiram dar um �ltimo golpe e, ao chegar o fim de sua festa de 30 anos, levar consigo o que pudessem da prataria. Mas, primeiro, precisavam de uma distra��o. E, como aprenderam ap�s o 11/09, nada funciona melhor no lar dos bravos do que o bom e velho medo. E quem melhor para realizar uma �ltima performance de terror que o pr�prio Galinho Chicken Little? Eleitores do Oscar, para sua considera��o. Boa noite. Este � um per�odo extraordin�rio para a economia do pa�s. Os especialistas econ�micos do governo avisam que, sem a a��o imediata do Congresso, os EUA podem entrar num p�nico financeiro o que levaria a um cen�rio angustiante. Mais bancos podem quebrar, incluindo alguns em sua comunidade. A bolsa de valores cairia ainda mais, o que reduziria o valor do seu fundo de pens�o. O valor de sua casa pode desabar. As execu��es hipotec�rias aumentariam dramaticamente. E se possui um neg�cio ou uma fazenda, ficaria mais dif�cil e mais caro obter cr�dito. Mais empresas fechariam as portas e milh�es de americanos poderiam perder o emprego. Ainda que tenha bom hist�rico credit�cio, seria mais dif�cil obter um empr�stimo para comprar um carro ou mandar seus filhos para a faculdade. E, no final, o pa�s poderia sofrer uma longa e dolorosa recess�o. Caros cidad�os. N�o deixemos isso ocorrer. Na verdade, n�o havia necessidade desse discurso, pois a imprensa j� havia se convencido do desastre. Desastre. O sistema financeiro americano est� com as bases abaladas. <i>O banco gigante desmorona, as a��es despencam.</i> Pesadelo em Wall Street. A AIG luta para sobreviver. - Sangue no ch�o. - Armagedom. Um teste de n�vel 5 em nossas barreiras financeiras. O que diabos houve? Voc� j� viu uma represa romper? Come�a com uma rachadura, uma infiltra��o leve. <i>Com apoio devastador, o Congresso baixou as restri��es.</i> <i>Os grandes bancos se recuperam.</i> Come�a a erodir e destr�i toda a for�a interna da represa. <i>O veneno da crise imobili�ria penetrou fundo no sistema banc�rio.</i> E logo a represa trabalha contra si pr�pria. O peso da represa e o da �gua conspiram contra ela. <i>Investidores se desfaziam das a��es em baixa o que levou a...</i> <i>As a��es da Fannie Mae e da Freddie Mac</i> <i>estavam despencando essa manh�...</i> Ent�o, logo ocorre um vazamento significativo. <i>Wall Street est� caindo pelo s�timo dia seguido.</i> E, de repente, surgem rachaduras de uns 20 metros. A represa explode. <i>Lehman Brothers, falido. Merrill Lynch, vendido �s pressas.</i> - Agora a AIG. - Come�a a desabar. <i>A queda de um ano do mercado afetou algumas das maiores empresas.</i> A �gua come�a a vazar. <i>Essa manh�, o Washington Mutual caiu.</i> <i>A maior fal�ncia da hist�ria banc�ria americana.</i> <i>As a��es despencaram de um penhasco.</i> <i>A maior queda percentual da hist�ria.</i> Isso destr�i o resto da represa. E toda a quebra parece ter levado apenas 2 minutos. Mas, claro, foi aquele pequeno buraco, que estava ali h� muito anos, que de fato a destruiu. Tem-se um sistema basicamente inseguro constru�do sobre alicerce de areia ao inv�s de rocha s�lida. Estava comprometida por dentro. Parece que o capitalismo est� entrando em colapso. Quem ficou rico? Muita gente ficou rica nesse per�odo, sobretudo executivos e diretores dos grandes bancos e das financiadoras, e especialmente os prestamistas preferencias. Essas pessoas ficaram inacreditavelmente ricas. E os membros do Congresso ficaram ricos, sobretudo quando deixaram o Congresso. Alguns deles foram trabalhar nas institui��es financeiras. Claro, como fizeram Rubin e Summers. Robert Rubin, que foi alto executivo do Citigroup e Goldman Sachs, defendeu uma mudan�a na lei que permitiu aos bancos comerciais entrar em novas �reas, como investimentos e produtos ex�ticos de seguro. Isso permitiu que legalmente a Citicorp se fundisse ao Travelers Group, um acordo avaliado em $70 bilh�es, criando o maior banco do mundo. Ap�s deixar o governo Clinton, Rubin trabalhou para o Citigroup, ganhando mais de $115 milh�es. Aonde Summers fez sua fortuna? Summers fez sua fortuna como suposto consultor e dando palestras, ao que parece, em alguns casos, mais de $100 mil cada uma. Summers tamb�m ganhou $5,2 milh�es em seu trabalho de meio-per�odo, dando consultoria a um fundo de derivativo. Onde Geithner trabalhava? Geithner fracassou em quase tudo que fez na vida. A maioria das institui��es que destru�ram a economia estavam sob sua autoridade regulat�ria direta. Como ele conseguiu o emprego de Ministro do Tesouro? Fracassando no seu emprego como presidente do Banco Central, em NY. Isso n�o faz sentido. Claro, faz todo o sentido. Isso n�o � novo para Washington. As pessoas que lhe dar�o a resposta errada � resposta que voc� quer s�o inestim�veis. E elas sempre s�o promovidas exatamente porque est�o dispostas a dizer e fazer coisas absurdas. Essas s�o as pessoas que nos prometeram que a desregulamenta��o financeira tornaria todos n�s ricos. E essas s�o as pessoas que pessoalmente ficaram ricas. N�o era de surpreender que os ricos quisessem ficar mais ricos. Mas agora surgiam com um jeito novo e descarado de fazer isso. Levaram um enorme caminh�o ao Minist�rio do Tesouro e pegaram $700 bilh�es de nosso dinheiro de impostos, sem serem questionados. Estou com Michael Moore. Sabe quem ele �, n�o? O diretor de cinema. Ele est� me filmando agora. - Falo com minha esposa. - Oi. - Como vai? Baron Hill, de Indiana. - Como vai, Sr? Belo Estado. - Somos de Michigan, sabe? - Sei. - Como aconteceu esta crise? - Cheguei em casa numa sexta, tudo estava �timo com a economia. Liguei depois que meu avi�o pousou em Indiana, para falar com meu escrit�rio, e de repente t�nhamos esta crise nas m�os, que eu tinha de votar, quando voltasse na segunda, numa ajuda multibilion�ria para a ind�stria financeira. Nos disseram que se n�o ag�ssemos imediatamente, a economia entraria em colapso, sem d�vida. Achei que... o an�ncio desta crise, em setembro, apenas algumas semanas antes da elei��o, era muito suspeito. � quando o Congresso est� mais nervoso. E pensei no que estava havendo. Que n�o era normal. A lideran�a do Congresso e o governo Bush fizeram rapidamente uma s�rie de reuni�es privadas com os tit�s de Wall Street para definir quanto dinheiro era necess�rio para cobrir todas as apostas ruins que os investidores tinham feito. Um acordo foi feito com o Ministro do Tesouro, Henry Paulson, ex-presidente do Goldman Sachs, cujo patrim�nio l�quido estava estimado em $700 milh�es quando saiu de l� para ir cuidar do Tesouro. Acho que vimos o melhor dos EUA na sala do presidente da C�mara essa noite. <i>O melhor dos EUA?</i> <i>Ou ele quis dizer o melhor do Goldman Sachs?</i> O Tesouro � basicamente um bra�o de Wall Street. Todas as pessoas no comando eram do Goldman Sachs. Chamamos isso de Governo Goldman, na era moderna, Isso porque agora havia muitos ex-executivos do Goldman dentro do Minist�rio do Tesouro de Bush, como havia no de Clinton. Trabalhavam como poderosos lobistas infiltrados para abolir regras financeiras enquanto pag�vamos os seus sal�rios. O ministro do Tesouro Paulson n�o estava acidentalmente no Goldman. Foi o cara que rendeu grandes problemas ao Goldman, ao comprar esses ex�ticos derivativos habitacionais. Ele meteu o Goldman num monte de problemas. Insanos derivativos habitacionais destru�ram muitos dos concorrentes do Goldman. E com os garotos do Goldman dando as cartas dentro do governo, assegurariam que o Goldman acabaria como o rei de Wall Street quando a poeira baixasse. A �ltima pessoa que deveria dar conselhos ao Tesouro seria Goldman. Ent�o, naturalmente Paulson, ex-presidente do Goldman, os trouxe a bordo. E qual conselho eles acabaram dando? Bem, usar os contribuintes para salvar o Goldman e outras institui��es financeiras favorecidas. O ministro Paulson submeteu uma �nica proposta ao Congresso. Aqui est�. Estas tr�s p�ginas. Cerca de $1 bilh�o por palavra. E � muito simples. O ministro Paulson pega a chave do tesouro. Come�ar� tomando emprestado $700 bilh�es em nome do povo americano, talvez mais depois. E prescinde de todas as leis. Todas as leis! Sem sequer uma an�lise judicial. Uma proposta muito simples. Estamos numa situa��o real de crise que pode virar algo pior que a Grande Depress�o. Ent�o vi medo. Um cavalheiro come�ou a chorar. Est�o nos dizendo que ser� uma calamidade gigantesca. E sou candidato �s elei��es em dois meses. A oito meses da elei��o, n�o quero cometer um erro. Qual � a decis�o certa? Que o c�u nos ajude. Se n�o a aprovarmos, temo que o pior ainda esteja por vir. E alguns membros foram avisados que haveria lei marcial nos EUA se vot�ssemos "n�o". Eles nos for�aram aquilo goela abaixo. Queriam que vot�ssemos imediatamente sem qualquer an�lise ponderada. - Sem nenhuma audi�ncia? - Sem audi�ncia. E eu n�o era favor. Fui levado a votar na resolu��o do Iraque baseado em mentiras que me disseram e n�o queria passar por isso de novo. <i>N�o ficarei olhando enquanto o perigo se aproxima.</i> <i>N�o ficarei parado enquanto o perigo se aproxima cada vez mais.</i> Use o medo e conseguir� o que quer. E eles criaram neste per�odo, dois meses antes da elei��o, uma panela de press�o. As pessoas entendem que a C�mara dos Deputados precisa aprovar esta lei. Sr. Presidente, minha mensagem ao povo americano... N�o deixem o Congresso selar este acordo com Wall Street. Estes criminosos t�m tanto poder pol�tico que podem derrubar o processo legislativo normal do mais alto corpo legislativo deste pa�s. Os comit�s que deveriam estar analisando cada palavra do que est� sendo negociado est�o de fora. Isso significa que o povo americano tamb�m est� de fora. Juramos sobre a Constitui��o proteger e defender esta rep�blica contra todos os inimigos, estrangeiros e dom�sticos. Dizem que ser� um novo bug do mil�nio. � a mesma pol�tica de medo que estamos ouvindo dos ricos intimidadores financeiros de Wall Street. Por que n�o pedir a Wall Street para resolver seus problemas? Por que n�o ajudamos as fam�lias americanas em fal�ncia? Por que n�o reduzimos a d�vida do povo ao inv�s da de Wall Street? Este � o Congresso dos EUA ou o conselho de diretores do Goldman Sachs? Na noite anterior � vota��o, o povo americano, em n�meros sem precedentes, inundou o Capit�lio com milh�es de mensagens, exigindo que o Congresso votasse "n�o". <i>O pacote de ajuda foi derrotado hoje,</i> <i>Foi rejeitado na C�mara.</i> <i>A bolsa despencou. A maior queda percentual</i> <i>do �ndice Dow Jones num �nico dia.</i> <i>A pergunta � se a rejei��o da ajuda seria raz�o suficiente</i> <i>para eleger os candidatos da oposi��o em 5 semanas?</i> <i>12 votos mataram a proposta.</i> <i>Como as vozes de muitos americanos</i> <i>que ligaram para seus representantes e disseram "n�o".</i> <i>Assim, o Congresso votou "n�o". Esta noite, o Congresso sumiu.</i> Foi uma reprimenda que o Congresso e Wall Street experimentaram raras vezes. Foi o que havia advertido o memorando do Citibank: Que se os camponeses um dia escolhessem exercer seus direitos democr�ticos, a pilhagem dos ricos acabaria. Ent�o Paulson e companhia voltaram ao Capit�lio. Mais r�pido do que se possa dizer, "A conta, por favor," fecharam um acordo secreto com a ajuda dos democratas. <i>Este assunto suplanta as elei��es. Temos que acertar. E faz�-lo r�pido.</i> <i>Concordo com o ministro. N�o custar� abertamente centenas de bilh�es.</i> <i>Recuperaremos a maior parte, talvez tudo.</i> Os democratas se tornaram os mensageiros de uma lei para o presidente republicano. O presidente e os candidatos fizeram liga��es, e membros, conhe�o pelo menos dois, com interesses no Senado dos EUA, e promessas foram feitas. Em quest�o de dias, o Congresso realizou uma incr�vel mudan�a de rumos e deu aos bancos os mais de $700 bilh�es que queriam, e o povo que se dane. Nesta vota��o, 263 disseram "sim", e 171 disseram "n�o". Proposta aprovada. Tudo foi cuidadosamente planejado para acontecer assim, para envolver as figuras que envolveu. A mensagem foi cuidadosamente manipulada. Tinham o Congresso bem onde queriam. N�o acha que foi s� casualidade? N�o. Foi quase uma opera��o de intelig�ncia que teve de ser coordenada dos n�veis mais altos. Todo este fiasco mostra que existem algumas for�as... - Que n�o s�o democr�ticas. - Certo. Que est�o no controle. Em grande estilo. Fizeram um trabalho de mestre. Muito bem executado. Acha muito apressado chamar o que houve aqui de golpe de estado? Um golpe de estado financeiro? N�o, pois acho que foi isso o que houve. Um golpe de estado financeiro? Eu poderia concordar com isso. Eu poderia concordar, porque as pessoas daqui n�o est�o no comando. Wall Street est� no comando. Onde est� o nosso dinheiro? N�o sei. <i>O Citigroup est� gastando 50 milh�es</i> <i>num jatinho empresarial de luxo.</i> Voc� n�o sabe? Mas voc� � a pessoa... Voc� � a respons�vel por... Foi posta no cargo para descobrir. <i>Goldman Sachs reservou 6,8 bilh�es para b�nus.</i> Mas o Tesouro seguiu a pol�tica do "n�o perguntar, n�o responder". N�o perguntaram aos bancos o que iriam fazer com o dinheiro. E, ao n�o perguntar, os bancos n�o t�m de dizer. <i>Reuni�es da AIG � beira da piscina num hotel do Valley...</i> N�o faz sentido. <i>Recebemos a informa��o de que 73 pessoas</i> <i>receberam pelo menos $1 milh�o cada uma.</i> Por que o Minist�rio do Tesouro n�o pediu aos bancos que dissessem o que iriam fazer com o nosso dinheiro? Ter� de fazer essa pergunta ao ministro Paulson. Porque eu fiz essa pergunta na condi��o de chefe do Painel de Supervis�o Congressional, e n�o tive resposta. Talvez voc� consiga. <i>Boa tarde. Escrit�rio de Hank Paulson.</i> Sim, aqui � Michael Moore. Gostaria de falar com o Sr. Paulson. <i>- Perd�o. Seu nome �? - Michael Moore.</i> <i>- Michael Moore? - Isso.</i> Al�? Al�? � loucura o que fazem com nosso dinheiro. Se eu pudesse faz�-los devolver o dinheiro... Eu estaria a favor disso. Viemos para recuperar o dinheiro dos americanos. Entendo, senhor, mas n�o pode entrar. - Pode pegar o saco? - N�o. - Lev�-lo l� em cima? - N�o. Ench�-lo. Tenho mais sacos. Talvez 10 bilh�es n�o caibam aqui. - Ajuda a recuperar o dinheiro? - N�o posso ajud�-lo. O que aconteceria se eu tentasse entrar � for�a? Ent�o fui a outro banco. Queremos nosso dinheiro de volta. Fui a todos os bancos. - Voc� viu este cara? - Vi. Na verdade, viemos fazer uma pris�o. Podem jogar pelas janelas. E a todos os lugares que fui... obtive a mesma rea��o. Na verdade, viemos fazer a pris�o de todo o conselho e dos executivos presentes. Pode falar com meu supervisor? - Ele est� ali. - Onde ele est�? De camisa branca e gravata azul? O quase careca? Est�o usando o dinheiro para comprar outras empresas. � o dinheiro da ajuda. Nosso dinheiro. Ah, um policial. Quero efetuar a pris�o do presidente. O Sr. Blankfein. Mas j� que est� aqui, talvez possa me ajudar. - Vamos fazer isto l� fora. - 170 bilh�es... - do dinheiro dos impostos. - N�o pode ficar. Sei, mas estou aqui para efetuar uma pris�o. - Fa�a isso l� fora. - N�o d�. Eles est�o l� em cima. - Eu efetuarei a pris�o, senhor. - Voc� pode prender algu�m? Se voc� pode, eu tamb�m posso. - Senhor, deixe o pr�dio. - Quem mais deve deixar o pr�dio? - O cinegrafista e sua equipe. - Eles n�o falam ingl�s. Donde! Esses caras infringiram tantas leis, sabia? Isto � dinheiro. � roubo, fraude. Eu o devolverei ao Tesouro dos EUA neste carro blindado. Est� a salvo. Pode confiar em mim. H� todos esses pequenos ind�cios de que o inimagin�vel poderia ocorrer, que... o povo em geral nos EUA poderia se revoltar contra os ricos. <i>Tenham vergonha!</i> Quem enriqueceu neste pa�s nas �ltimas d�cadas, nem mesmo fazia as coisas que todos amamos. Brincaram com coisas que acabaram prejudicando a todos. Ent�o uma certa doen�a atingiu nossa economia. N�o � costume que americanos se virem contra os ricos por causa da isca que sempre seguraram � nossa frente, que n�s tamb�m pod�amos ser um deles. O povo come�a a n�o acreditar nisso. E isso amedronta os ricos. Porque, ao longe, j� ouviam algo se aproximar e n�o era outra ta�a de mart�ni. Era o povo. <i>Estamos prontos para levar este pa�s</i> <i>em uma dire��o totalmente nova.</i> <i>Isso � o que ocorre agora nos EUA.</i> <i>A mudan�a est� ocorrendo nos EUA.</i> Puta que pariu! N�o era isso que Wall Street queria. E se ele ganhasse? O que aconteceria a seu estilo de vida? Ent�o eles fizeram o que sempre fazem. Investiram tanto dinheiro quanto puderam. Goldman Sachs se tornou seu principal financiador privado, com quase $1 milh�o em contribui��es. Mas ainda n�o tinham certeza do que ele iria fazer. O que ele realmente achava deles e do seu estilo de vida? Creio que, se a economia for boa para os mais pobres, ser� boa para todos. Quando se divide a riqueza, � bom para todos. O senador Obama concorre para dividir a riqueza. O encanador Joe disse a ele que esse plano parecia com socialismo. Amo os EUA. Quero me certificar que continuem sendo uma democracia e n�o uma sociedade socialista. Realmente creio que ele ir� trazer o socialismo se tiver a chance. N�o confio nem um pouco em Obama. Deixei a Europa h� quatro d�cadas porque o socialismo acabou com as oportunidades l�. "Algu�m ter� de dar um peda�o do seu bolo "para que o outro possa ter um pouco mais". Quero meu bolo todo! Barack Obama � socialista. Simples assim. A campanha do medo n�o estava funcionando. Na verdade, quanto mais chamavam Obama de socialista, mais ele crescia nas pesquisas. E, ao usarem tanto a palavra, fizeram com que a nova gera��o quisesse saber o que era isso. Por exemplo, poucos sabiam que havia um socialista de verdade no Senado americano. Claro, que ele era de Vermont, o estado gay. "Eu aceito!" Voc� diz ser socialista. O que isso significa? Sou um social-democrata, o que significa que a fun��o do governo � representar o povo trabalhador e da classe m�dia, ao inv�s de apenas os ricos e poderosos. Uma das coisas que fizemos � que nos tornamos religiosos ao adorar a cobi�a. Pomos na capa das revistas gente que ganha bilh�es de d�lares. Ignoramos policiais, bombeiros professores, enfermeiras, que todos os dias trabalham para melhorar a vida do povo. Temos de mudar o sistema de valores. Isso n�o parece t�o mal. Quero dizer, parece algo que dev�ssemos tentar. Em alguns meses, uma pesquisa da Rasmussen concluiu que apenas 37% dos adultos jovens preferem o capitalismo ao socialismo. Espero que a economia, por causa da... <i>�s 23h, prevemos Barack Obama</i> <i>como presidente eleito dos Estados Unidos.</i> H� apenas dois anos, se algu�m tivesse previsto este momento, seria considerado louco. Mas as coisas mudam r�pido assim. Foi, por um instante, um adeus ao velho EUA. O pa�s ficou empolgado com a sua vit�ria. E, de repente, as pessoas ficaram inspiradas a fazer coisas que nunca fariam. Como o xerife de Detroit, que decidiu que era hora de infringir a lei, para ajudar as pessoas. N�o lhe parece estranho que queiram ajuda do governo? N�o pensei que era isso que fariam. 1-0-1 r�dio. Achava que no livre mercado ou se nada ou se afunda. Eu os vi afundar e chorar como beb�s, pedindo ajuda a todo mundo. Hoje, acabarei com todas as vendas por execu��o hipotec�ria no munic�pio de Wayne. N�o posso, com a consci�ncia tranquila, permitir que mais fam�lias percam suas casas atrav�s dessas vendas. O que ser� que os bancos acharam ao ver a lei que foi criada para proteger seus interesses sendo subvertida? Acha que o livre mercado falhou com Detroit? Acho que o livre mercado falhou com o pa�s inteiro. Isso � loucura. Bairros completamente destru�dos porque muitas casas tiveram a hipoteca executada. E ent�o nos perguntamos, se isto � realmente os EUA ou um pa�s de Terceiro Mundo? O que fazemos aqui exatamente? As coisas ficaram t�o ruins, que as pessoas s� podem protestar, e esse movimento � taxado de revolu��o. E �s vezes as revolu��es come�am em lugares improv�veis. Acorde. Morando na traseira de um caminh�o, depois de um banco tomar a casa que foi sua por 22 anos, a fam�lia Trody, de Miami, com a ajuda de seus vizinhos, resolveu fazer justi�a com as pr�prias m�os. Em nome desta fam�lia e desta comunidade, liberamos esta casa para esta fam�lia. Tirem o aviso. Arranque isso da�. Quando eu disser "comunidade", digam "tem poder"! - Comunidade! - Tem poder! N�o demorou muito para o homem do banco que os despejou, voltar. Est�o vendo isto? Quero que o fotografem. Est�o invadindo. Fizemos o despejo e as pessoas voltaram para a casa. Sim. Preciso de aux�lio policial. Quando todas estas casas ficam vazias, o valor das demais despenca. Ent�o, se mantiver essas pessoas nesta casa n�o ir� ajudar apenas elas... A quest�o � que as pessoas... Se o banco permitir que elas voltem, perder� a chance de vender a casa a outra pessoa. Hoje, os bancos vendem muitas casas. Se os bancos deixarem que todos voltem �s casas de gra�a... Ent�o as pessoas ter�o lugar para morar. Pessoas se revoltando era um sinal estranho. Ent�o nove carros de pol�cia responderam ao chamado. Considerando o bairro, o tempo de resposta foi impressionante. Eu n�o disse que estou no comando. Disse que ela n�o quer ser isolada. N�o precisa responder. N�o precisa dizer nada a eles. Mas os Trodys defenderam sua casa. N�o temos outro lugar para ir. - Este era o outro plano. - Viv�amos num caminh�o. Este era o nosso plano B. N�o temos plano C. Essa � nossa av�, isso n�o est� certo. Ela viveu nesta casa por 22 anos e v�o despej�-la? Como se sente tirando as pessoas de suas casas todo santo dia? Deveria ficar em casa, ao inv�s de fazer isso. Onde est� o dinheiro que o governo enfiou nos bancos? Dever�amos estar lhe dizendo que voc� est� invadindo. � nossa casa. <i>Firme como uma �rvore</i> <i>Estamos aqui</i> <i>Resistindo</i> Vamos. - Nos sa�mos bem. - � isso a�. Os policiais e o homem do banco ca�ram fora. <i>N�o h� poder como o poder do povo.</i> <i>E o poder do povo n�o para. Como �?</i> <i>N�o h� poder como o poder do povo.</i> <i>E o poder do povo n�o para. Como �?</i> N�o deixem suas casas! Sabem por qu�? Quando as empresas dizem que t�m sua hipoteca, a n�o ser que tenham um advogado que possa p�r os dedos nessa hipoteca, voc�s n�o a ter�o. E descobrir�o que n�o ir�o achar o documento em Wall Street. Ent�o digo aos americanos, ocupem suas pr�prias casas. N�o saiam. Em Ohio, Michigan, Indiana, Illinois e em todos os lugares onde o povo est� sendo tratado como gado. E este Congresso est� inerte. Minha nossa. N�o � todos os dias que se v� um membro do Congresso encorajando uma rebeli�o aberta. Em Chicago, os trabalhadores da "Janelas e Portas Rep�blica" tiveram uma brilhante ideia. Eles decidiram que, pensando bem, que n�o era certo serem demitidos sem aviso pr�vio, sendo negado o direito a f�rias, � indeniza��o e ficarem sem plano de sa�de. Ent�o bolaram um plano. Dizer ao Bank of America e aos donos da empresa que este era um novo dia nos EUA. Eles n�o iriam deixar o pr�dio at� que recebessem o que lhes era devido. Isso mesmo, uma boa e velha greve de ocupa��o. Entendemos que, talvez, fizeram maus neg�cios. Mas adivinhe? N�o fazemos neg�cios. Fazemos janelas e portas. Por que devemos ser punidos? Os sindicalistas e os trabalhadores se prepararam para o inevit�vel confronto com a pol�cia. Vou arriscar. - Est� disposto a ser preso? - Estou disposto, se for necess�rio. Estamos aqui desde ontem e n�o vamos a lugar algum. Estamos dedicados a isto. N�o demorou muito para a imprensa aparecer. E devido ao clima no pa�s acerca da ajuda financeira, at� os �ncoras de TV perderam a simpatia pelos bancos. <i>Em Chicago, um grupo de oper�rios viram, como n�s,</i> <i>os contribuintes ajudarem o setor financeiro.</i> <i>Agora, os trabalhadores demitidos querem que o Bank of America</i> <i>gaste um pouco do dinheiro da ajuda com eles.</i> Ali diz "Banco Ladr�o da Am�rica." Se n�s, contribuintes, iremos socorrer empresas como o Bank of America, ent�o o m�nimo que podem fazer � usar esses fundos para ajudar os trabalhadores e as empresas. $25 bilh�es ao Bank of America. Como as pessoas dormem � noite ao assim agir? Eu n�o entendo. Qual � o sentido em socorr�-los se n�o h� empregos? A greve continuou dia ap�s dia. E a pol�cia continuava sem aparecer. Mas o filho de um metal�rgico de Chicago apareceu. Que por acaso tamb�m � o bispo de Chicago. Senhoras e senhores, sou o bispo James Wilkowski. Sei que est�o submetidos a uma grande prova��o. Voc�s est�o ensinando aos nossos jovens que � justo desafiar o que � injusto. Cresci no sudeste de Chicago e vi o que aconteceu quando as sider�rgicas desapareceram. E vi o impacto que isso teve nas fam�lias. Mas desta vez, estamos com voc�s. E n�o iremos abandon�-los. Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo. Am�m. O corpo de Cristo. O corpo de Cristo. O corpo de Cristo. <i>Quando se trata da situa��o aqui de Chicago,</i> <i>onde os trabalhadores est�o pedindo</i> <i>os benef�cios e ganhos aos quais t�m direito,</i> <i>creio que t�m toda a raz�o.</i> <i>O que se passa a eles � o reflexo do que ocorre em toda a economia.</i> <i>Ele disse, "O que se passa a eles � o reflexo do que ocorre...</i> <i>Ele disse que o que se passa aos trabalhadores</i> <i>� o reflexo do que ocorre � economia.</i> Vi a coletiva de imprensa de Obama hoje cedo. Eu me levantei da cama e decidi que o melhor que podia fazer era alimentar essas pessoas. Ent�o trouxe um pouco de comida. - Trouxe sandu�ches. - �timo. V�rios moradores apareceram para ajudar os oper�rios. <i>Os oper�rios viraram um s�mbolo nacional</i> <i>para milhares demitidos pelo pa�s.</i> <i>A ocupa��o chamou a aten��o de pol�ticos</i> <i>que creem que isso mostra o desequil�brio</i> <i>entre Wall Street que recebe ajuda do governo</i> <i>e os demais que n�o recebem nada.</i> A pergunta come�ou a ser feita: Seria o come�o de uma revolta dos trabalhadores contra Wall Street? <i>O povo, unido, jamais ser� vencido.</i> <i>Ajudem os trabalhadores, n�o os bancos!</i> Promessas de ajuda financeira e comida surgiram aos montes. Est� muito al�m do que imagin�vamos. Agora come�amos a sonhar. Um pouco. At� tivemos uma conversa... Bem, e se tent�ssemos gerir a empresa como uma cooperativa? N�o temos grana. N�o somos capitalistas. Estamos tendo esse tipo de conversa e os oper�rios est�o analisando, � algo dif�cil porque passamos a vida inteira ouvindo os outros dizendo que as coisas s�o do jeito que os outros lhe dizem que s�o, sermos capazes de pensar que podemos fazer diferente � algo bastante s�rio. Estamos nos notici�rios do pa�s. Todos est�o vendo, porque nos inspiram muito. Tamb�m me sinto muito orgulhosa de estar com voc�s. Depois de seis dias de ocupa��o, o Bank of America decidiu que j� era suficiente. Era melhor pagar agora estes oper�rios e torcer para que essa pequena revolu��o acabe. O banco e a empresa acataram todos os pedidos dos oper�rios. Sim, n�s conseguimos! A indeniza��o m�dia para cada trabalhador est� pr�xima dos $6 mil. N�o se trata apenas de dinheiro. Trata-se do que podemos conseguir quando os trabalhadores se organizam e lutam por justi�a. Simplesmente lutamos para conseguir as coisas mais b�sicas que as pessoas n�o deviam levar em v�o. E que legalmente lhes pertence. Lutamos muito apenas pelas coisas mais b�sicas na vida. � uma luta que conhec�amos bem em Flint, Michigan. Foi aqui que meu tio e seus amigos oper�rios pela primeira vez derrubaram interesses empresariais que dominavam suas vidas. Foi no dia anterior ao R�veillon de 1936. Centenas de homens e mulheres tomaram as f�bricas da GM em Flint, ocupando-as por 44 dias. Foram os primeiros sindicalizados a derrotarem uma ind�stria. E seus atos acabaram por levar � cria��o da classe m�dia. Mas na �poca da ocupa��o em Flint, a pol�cia e os capangas das empresas n�o iriam apenas ficar olhando. Ap�s uma sangrenta batalha noturna, o governador de Michigan, com o apoio do presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, enviou a Guarda Nacional. Mas as armas dos soldados n�o foram usadas contra os oper�rios. Foram apontadas contra a pol�cia e os capangas contratados, advertindo-os a deixar os trabalhadores em paz. Pois o Sr. Roosevelt acreditava que os homens da f�brica tinham direito a uma repara��o pelos transtornos. Sete anos depois, o presidente Roosevelt estava muito doente para ir ao Capit�lio fazer o seu discurso anual � na��o. <i>Senhoras e senhores, o presidente dos Estados Unidos.</i> <i>� meu costume dar esta mensagem anual em pessoa.</i> Ent�o ele discursou da Casa Branca, pelo r�dio. Quando acabou, ele pediu aos cinegrafistas dos notici�rios para que fossem ao seu quarto, pois queria que os americanos assistissem a uma parte especial do seu discurso. O presidente dos EUA ent�o deu um passo radical ao propor uma segunda Declara��o de Direitos � Constitui��o. <i>Hoje em dia, certas verdades econ�micas</i> <i>s�o aceitas como absolutas.</i> <i>Uma segunda Declara��o de Direitos</i> <i>sob a qual uma nova base de seguran�a e prosperidade</i> <i>possa ser estabelecida para todos,</i> <i>sem distin��o de condi��o, ra�a ou credo.</i> <i>Entre eles est�o: o direito a um trabalho �til e remunerado.</i> <i>O direito a ganhar o suficiente</i> <i>para alimenta��o, vestu�rio e recrea��o adequados.</i> <i>O direito de todos os fazendeiros</i> <i>a plantar e vender seus produtos</i> <i>por um pre�o que d� a ele e � sua fam�lia</i> <i>uma vida decente.</i> <i>O direito de cada empres�rio, grande e pequeno,</i> <i>a negociar num ambiente livre,</i> <i>livre da concorr�ncia desleal e da domina��o</i> <i>por monop�lios, locais ou estrangeiros.</i> <i>O direito de toda fam�lia a possuir um lar decente.</i> <i>O direito a tratamento m�dico adequado</i> <i>e � oportunidade de ter e gozar de boa sa�de.</i> <i>O direito � prote��o adequada</i> <i>dos temores econ�micos da idade avan�ada,</i> <i>doen�a, acidentes e desemprego.</i> <i>O direito a uma boa educa��o.</i> <i>Todos esses direitos ensejam seguran�a.</i> <i>E depois de vencermos essa guerra,</i> <i>devemos nos preparar para avan�ar</i> <i>na implementa��o desses direitos</i> <i>para novas metas de felicidade e bem-estar humanos.</i> <i>Pois sem haver seguran�a interna,</i> <i>n�o pode haver paz duradoura no mundo.</i> Roosevelt morreria pouco mais de um ano depois. Ele n�o viveu para ver o fim da guerra, nem a implementa��o de sua nova Declara��o de Direitos. Se ele tivesse vivido e conseguido, todos os americanos, independente de ra�a, teriam direito a um trabalho justo... a um sal�rio digno... � assist�ncia m�dica universal... � boa educa��o... � moradia acess�vel... a f�rias remuneradas... e a uma pens�o adequada. Nada disso viria a ser aprovado. Nada disso seria garantido a nenhum americano. Mas os europeus e japoneses conseguiram cada um desses direitos. Como isso aconteceu? Depois da guerra, a equipe do governo Roosevelt foi ajudar a reconstruir a Europa. Durante esse tempo, novas constitui��es foram escritas para as na��es derrotadas, Alemanha, It�lia e Jap�o. A Constitui��o italiana garantiu �s mulheres igualdade de direitos. Isso em 1947. A Constitui��o alem� estabeleceu que o Estado tem o direito de se apoderar de propriedades e meios de produ��o para o bem comum. E eis o que escrevemos para os japoneses: Todos os trabalhadores t�m o direito a organizar-se em sindicato. E a liberdade acad�mica est� assegurada. Nos 65 anos seguintes, n�o ir�amos ser o pa�s que Roosevelt queria que f�ssemos. Ao inv�s, viramos isto... Lembro-me de pensar, durante a enchente do Katrina: Por que s�o sempre os pobres que sofrem com desgra�as? Por que n�o � o Bernie Madoff que est� no telhado gritando socorro? Ou o presidente do Citibank ou os homens do fundo de derivativos do Goldman Sachs? Ou o presidente da AIG? Nunca s�o eles, n�o �? S�o sempre aqueles que nunca receberam um peda�o do bolo porque esses homens levaram tudo, deixando-os sem nada, deixando-os para morrer. Eu me nego a viver num pa�s assim. E n�o vou sair daqui. Vivemos no pa�s mais rico do mundo. Merecemos um trabalho decente, assist�ncia m�dica, uma boa educa��o e uma casa para chamar de lar. Merecemos o sonho de Roosevelt. E � um crime n�o o termos. E nunca iremos t�-lo, enquanto tivermos um sistema que enriquece poucos �s custas de muitos. O capitalismo � um mal. E n�o se pode regular o mal. Temos de elimin�-lo e substitu�-lo por algo que seja bom para todos. E esse algo se chama democracia. Crimes foram cometidos neste pr�dio. Estou aqui para efetuar uma pris�o. Por favor, des�am e se afastem do pr�dio. N�o temam. A pris�o federal � um bom lugar. Quer saber? J� n�o posso mais fazer isto a menos que voc�s, que est�o me assistindo, queiram se juntar a mim. Espero que queiram. E, por favor, apressem-se. <i>Despertai-vos, trabalhadores, do seu sono</i> <i>Despertai-vos, prisioneiros do querer</i> SINCERAMENTE CREIO QUE OS BANCOS S�O MAIS PERIGOSOS QUE OS EX�RCITOS ATIVOS. THOMAS JEFFERSON, 1816 PARA VER O QUANTO VALEM MORTOS PARA SEU CHEFE, VISITEM www.deadpeasants.biz POR FAVOR DOEM A "CENTAVOS PARA PILOTOS''. PROCUREM OS PONTOS DE DOA��O QUANDO VOAREM A PR�XIMA VEZ. A PROPRIEDADE MONOPOLIZADA NA POSSE DE POUCOS � UMA MALDI��O CONTRA A HUMANIDADE. JOHN ADAMS, 1765 <i>A Internacional une</i> <i>toda a ra�a humana</i> <i>N�o mais iludidos pela rea��o</i> <i>Contra os tiranos faremos guerra</i> UMA HIPOTECA NOS EUA � EXECUTADA A CADA 7,5 SEGUNDOS. <i>Eles ir�o se rebelar e n�o mais lutar</i> <i>E se esses canibais continuarem tentando</i> <i>nos sacrificar para o seu orgulho</i> NENHUM HOMEM DEVE TER MAIS PROPRIEDADE DO QUE PRECISA PARA VIVER. O RESTO, POR DIREITO, PERTENCE AO ESTADO. <i>Ent�o camaradas, venham e vamos ao combate</i> <i>E a �ltima luta enfrentar</i> A EMPRESA DE EXECU��O DE HIPOTECAS SAIU DE FLINT, DEIXANDO S� UMA CAIXA-POSTAL E MAIS DESEMPREGADOS. <i>Ent�o camaradas, venham e vamos ao combate</i> O WAL-MART N�O CONTRATA MAIS SEGURO DO CAMPON�S MORTO PARA OS EMPREGADOS, MAS AINDA OS CHAMA DE "ASSOCIADOS". 8 MESES AP�S RETOMAR A SUA PR�PRIA CASA, O BANCO DESISTIU DE DESPEJAR A FAM�LIA TRODY, DE MIAMI. ELES AINDA VIVEM L�. <i>Jesus Cristo foi um homem que viajou pela terra</i> � A GUERRA DE CLASSES. A MINHA EST� VENCENDO, MAS N�O DEVERIA. WARREN BUFFETT. O HOMEM MAIS RICO DO MUNDO EM 2007. <i>E puseram Jesus Cristo na sepultura</i> <i>Ele foi at� os doentes</i> <i>E Ele foi aos pobres</i> <i>E Ele foi aos famintos E aos aleijados</i> <i>E Ele disse que os d�ceis Herdariam o mundo</i> <i>E puseram Jesus Cristo na sepultura</i> <i>Um dia Jesus parou</i> <i>Na porta de um homem rico</i> <i>O que devo fazer para ser salvo?</i> <i>Pegues tudo o que tens e d�s aos pobres</i> <i>E puseram Jesus Cristo na sepultura</i> <i>Quando o amor dos pobres um dia virar �dio</i> <i>Quando a paci�ncia dos trabalhadores desaparecer</i> <i>Ser� melhor para os ricos nunca terem nascido</i> <i>Por isso, puseram Jesus Cristo na sepultura</i> <i>Quando Jesus chegou � cidade</i> <i>Todos os trabalhadores de l�</i> <i>Acreditaram no que Ele dizia</i> <i>Mas os banqueiros e pregadores</i> <i>O pregaram na cruz</i> <i>E puseram Jesus Cristo na sepultura</i> <i>O povo ficou angustiado</i> <i>Quando soube de Sua morte</i> <i>E todos se perguntavam por qu�</i> <i>Foram os donos de terras e soldados</i> <i>Os homens da lei que contrataram</i> <i>Que puseram Jesus Cristo no c�u</i> <i>Iremos p�r Jesus Cristo</i> <i>Na sepultura, Oh Deus, Oh Deus</i> <i>Iremos p�r Jesus Cristo na sepultura</i> <i>Se Jesus pregasse hoje Como pregou na Galileia</i> <i>Iriam p�r Jesus Cristo na sepultura</i> <b>MUSKETEERS Albattroz | Christie_Caldas</b> <b>MUSKETEERS Cape | Kakko</b> <b>MUSKETEERS Legendas Para a Vida Toda!</b>

Video Details

Duration: 2 hours, 7 minutes and 11 seconds
Country: United States
Language: English
Genre: None
Views: 777
Posted by: horatiua on Mar 12, 2010

După ce a explorat dedesubturile sistemului de sănătate american şi a dovedit că americanii sunt departe de a merita să fie invidiaţi din acest punct de vedere, cel mai profitabil documentarist al tuturor timpurilor aruncă o privire asupra crizei economice mondiale, a cauzelor ei şi a imenselor sume de bani ajunse din buzunarele mici ale contribuabililor în cele mari şi nesăţioase ale instituţiilor financiare private. Este vorba de "cel mai mare jaf din istoria ţării", spune Moore.

Caption and Translate

    Sign In/Register for Dotsub above to caption this video.