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Humanos Não São Desejados

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"Humanos Não São Desejados" Todo humano costumava precisar caçar ou coletar para sobreviver. Mas humanos são espert...amente preguiçosos, então criamos ferramentas para tornar nosso trabalho mais fácil. De paus, a pás, a tratores, passamos de todo mundo tendo que produzir comida para a agricultura moderna, com praticamente ninguém precisando produzir comida e, ainda assim, ainda temos abundância. Claro, não é só com agricultura. É com tudo. Nós passamos os últimos milhares de anos criando ferramentas para reduzir todos os tipos de esforço físico. Estes são músculos mecânicos - mais fortes, mais confiáveis e mais incansáveis do que músculos humanos jamais poderiam ser. E isso é uma coisa boa. Substituir esforço humano por músculos mecânicos libera as pessoas para se especializarem e isso deixa todos em melhores condições, mesmo aqueles ainda realizando esforço físico. É assim que economias crescem e os padrões de vida melhoram. Algumas pessoas se especializaram para serem programadores e engenheiros, cujo trabalho é criar mentes mecânicas. Assim como músculos mecânicos diminuíram a demanda por esforço físico mentes mecânicas também estão diminuindo a demanda de um esforço intelectual humano. Isto é uma revolução econômica. Você pode achar que já estivemos aqui antes, mas não estivermos. Desta vez é diferente. "Esforço Físico" Quando você pensa em automação, você provavelmente pensa nisso: Robôs gigantes, especializados, caros e eficientes mas muito burros e cegos ao mundo e a seu próprio trabalho. Eles eram um tipo de automação que gerava medo, mas não conseguiram conquistar o mundo porque eles só são rentáveis em situações específicas. Mas esse é o velho tipo de automação. Esse é o novo tipo. Conheça Baxter. Ao contrário dessas coisas, que requerem operadores qualificados, técnicos e milhões de dólares Baxter tem visão e consegue aprender o que você quiser vendo você fazer. E ele custa menos do que o salário anual de um trabalhador humano. Ao contrário de seus irmãos mais velhos, ele não é programado para um trabalho específico. Ele pode fazer qualquer trabalho que estiver ao alcance de seus braços. Baxter é o que pode ser considerado um "robô de uso geral" e "uso geral" é um grande negócio. Pense em computadores. Eles também começaram como muito customizados e muito caros, mas dai computadores de uso geral razoavelmente baratos aparecerem e viraram vitais para tudo. Um computador de uso geral pode tão facilmente calcular troco, atribuir acentos em um voo, jogar um jogo ou fazer qualquer coisa, apenas trocando de software. E essa gigante demanda por todos os tipos de computadores é o que faz eles tanto mais potentes como baratos todo ano. Baxter hoje é o computador de dos anos 80. Ele não é o ápice mas sim o começo. Mesmo se Baxter é lento, seu custo por hora são os centavos do gasto de eletricidade enquanto sua competição humana custa um salário mínimo. Um décimo da velocidade ainda é mais custo efetivo se for a um centésimo do preço. E embora o Baxter não seja tão inteligente como alguma das coisas que nós vamos discutir, ele é inteligente o suficiente para tirar muitos trabalhos pouco qualificados. E nós já vimos como robôs mais burros que Baxter podem substituir o trabalho humano. Em novos supermercados, o que antes eram 30 humanos é agora um humano supervisionando 30 caixas robôs. Ou tome como exemplo os milhares de baristas empregados em todo o mundo. Tem um robô barista vindo substituí-los. Claro, talvez o seu barista faça o duplo mocha não sei das quantas simplesmente perfeito e você nunca confiaria em outra pessoa, mas milhões de pessoas não se importam e só querem uma xícara decente de café. Ah, e por falar nisso, esse robô é na verdade uma gigante rede de robôs que lembra quem você é e como você gosta do seu café, não importa onde esteja. Bastante conveniente. Nós pensamos em mudanças tecnológicas como as coisas caras, novas e extravagantes, mas a verdadeira mudança vem das coisas da ultima década ficando cada vez mais baratas e rápidas. É isso que está acontecendo com os robôs agora e como suas mentes mecânicas são capazes de fazer decisões eles estão vencendo a competição contra humanos de uma maneira que nenhum músculo puramente mecânico jamais conseguiria. "Os Cavalos De Luddite" Imagine um par de cavalos no começo do século 19 falando sobre tecnologia. Um se preocupa que todos esses novos músculos mecânicos vão tornar cavalos desnecessários. O outro lembra que tudo que já aconteceu até agora só fez a vida deles mais fácil. "Lembra de todo aquele trabalho em fazendas? Lembra correr de costa a costa entregando correio? Lembra-se de correr à luta? Todas essas coisas são horríveis." Esses novos trabalhos na cidade são bem confortáveis e com tantos humanos nas cidades vai haver mais trabalho para cavalos do que nunca. Mesmo se essa coisa sobre um carro der certo vai haver novos trabalhos para cavalos que nós não conseguimos nem imaginar. Mas você, querido espectador do futuro, sabe o que aconteceu. Ainda há trabalhos para cavalos mas nada como antigamente. A população de cavalos chegou em seu auge em 1915. Desse ponto em diante ela só abaixou. Não há uma regra na ciência da economia que diga: "Tecnologia melhor traz melhor trabalhos para cavalos". Parece chocantemente burro dizer isso em voz alta. Mas troque "cavalos" por "humanos" e de repente as pessoas pensam que está certo. Da mesma maneira que músculos mecânicos empurram os cavalos para fora da economia, mentes mecânicas vão fazer o mesmo aos humanos. Não imediatamente, não em toda parte, mas em números grandes e logo suficiente para que seja um grande problema se não estivermos preparados. E não estamos preparados. Você, como o segundo cavalo, talvez olhe a condição da tecnologia atual e pense que ela não pode substituir o seu trabalho, mas tecnologia fica melhor, mais barata e mais rápida a um ritmo que a biologia não consegue acompanhar. Da mesma maneira que o carro foi o começo para o fim dos cavalos, agora também o carro nos mostra o caminho para o futuro. "Automóveis" Carros auto-condutores não são o futuro. Eles estão aqui e eles funcionam. Carros auto-condutores já viajaram centenas de milhares de quilômetros pela costa da Califórnia e por cidades, tudo sem intervenção humana. A questão não é "se" eles vão substituir carros mas "o quão rápido". Eles não precisam ser perfeitos. Eles só precisam ser melhores do que nós. Motoristas humanos, a propósito, matam 40 000 pessoas por ano com carros apenas nos Estados Unidos. Dado que carros auto-condutores não piscam, não mandam mensagens enquanto dirigem, não ficam sonolentos ou estúpidos, é fácil ver como eles vão ser melhores do que humanos, porque eles já são. Agora, descrever carros auto-condutores como carros é como chamar os primeiros carros de "cavalos mecânicos". Carros em todas as suas formas são muito mais do que cavalos, por isso que usar tal nome limita o seu pensamento sobre o que eles podem fazer. Vamos chamar os carros auto-condutores o que eles realmente são, "Autos". A solução para o problema de "transportar objetos de um ponto A para um ponto B". Acontece que carros tradicionais são desse tamanho para transportar humanos, mas pequenos autos podem trabalhar em armazéns e autos gigantes podem trabalhar em minas. Mover coisas por aí são sabe-se lá quantos empregos, mas a indústria de transporte nos Estados Unidos emprega cerca de 3 milhões de pessoas. Extrapolando a um nível mundial, isso é praticamente 70 milhões de empregos no mínimo. Esses trabalhos acabaram. O argumento comum é que os sindicatos vão prevenir isso, mas a história está cheia de trabalhadores que lutaram contra a tecnologia que ia substituí-los e os trabalhadores sempre perdem. A economia sempre vence, e há incentivos imensos em indústrias altamente diversificadas para adotar autos. Para muitas empresas de trasporte, humanos são um terço de seus custos. E isso são só os salários. Humanos dormindo em caminhões custa dinheiro e tempo. Acidentes custam dinheiro. Descuido custa dinheiro. Se você pensa que empresas de seguro vão ser contra, saiba que seu motorista perfeito é aquele que paga os pequenos preços e nunca se acidenta. Os autos estão vindo e eles vão ser o primeiro lugar onde a maioria das pessoas vão realmente ver os robôs mudar a sociedade. Mas há muitos outros lugares na economia onde a mesma coisa está acontecendo, apenas menos visivelmente. Assim é para os autos, assim é para tudo. "A Forma Das Coisas Que Estão Por Vir" É fácil olhar para autos como o Baxter e pensar: "Tecnologia sempre nos livrou de trabalhos pouco qualificados que nós não queremos que pessoas façam de qualquer maneira. Elas vão ficar mais habilidosas e farão trabalhos melhores como elas sempre fizeram." Mesmo ignorando o problema de ter que empurrar cem milhões de pessoas a mais por um ensino superior, empregos de colarinho branco também não são nenhum paraíso seguro. Se o seu trabalho é sentar em frente a uma tela e digitar e clicar, como talvez é para você estar fazendo agora mesmo, os robôs estão vindo para você também, amigo. Robôs de software são tanto intangíveis como também muito mais rápidos e baratos do que robôs mecânicos. Dado que empregos de colarinho branco são, de uma visão da própria empresa, tanto mais caro e mais necessários, o incentivo para automatizar seu trabalho é maior do que para empregos pouco qualificados. E não é só para isso que engenheiros de automação servem. Eles são programadores habilidosos cuja função é substituir seu emprego com um robô de software. Talvez você pense que nem o engenheiro de automação mais inteligente conseguiria fazer um robô fazer o seu trabalho, e talvez você esteja certo, mas o estado mais avançado de programação não são programadores super inteligentes criando bots. São programadores super inteligentes criando bots que aprendem sozinhos como fazer coisas que nem os programadores poderiam ter ensinado eles a fazer. Como isso funciona vai bem além desse vídeo, mas o resultado final é que há maneiras limitadas de mostrar um bot um monte de coisas a fazer. Mostre ao bot um monte de coisas feitas corretamente e ele pode resolver como fazer o trabalho que precisa ser feito. Mesmo com apenas uma meta e nenhum conhecimento de como fazer lo, os bots ainda podem aprender. Tome por exemplo o mercado de ações, que em muitas maneiras, não é mais uma atividade humana. É majoritariamente bots que ensinaram a si mesmos como comercializar ações juntos com outros bots que ensinaram a si mesmos. Como consequência, a bolsa de valores de Nova York não está mais cheia de negociantes trabalhando. É em grade parte um set de filmagem. Os bots já aprenderam o mercado de ações e já aprenderam a escrever. Se você leu um jornal recentemente, você provavelmente já leu uma história escrita por um bot. Há empresas que ensinam bots a escrever quase tudo: histórias de esportes, testes de especificação de procedimentos, até talvez aqueles relatórios trimestrais que você escreve no trabalho. Papelada, tomar decisões, escrever - um monte de trabalhos humanos encaixam-se nessas categorias. E a demanda por trabalho mental humano nestas áreas está diminuindo. Mas, certamente, as profissões ainda estão seguras dos bots, não? "Bots Profissionais" Quando você pensa "advogado" é fácil pensar em julgamentos, mas a maioria da profissão é na verdade construir documentos legais, prevendo o resultado e o impacto de ações judicias e algo chamado "Descoberta", que é quando as caixas de papelada são despejadas nos advogados e eles precisam achar o padrão ou a transação errada no meio de tudo. Isso pode ser trabalho para bots. Descoberta, especificamente, já não é um trabalho humano em muitas agencias de advocacia, não porque não há mais papelada para analisar, na verdade há mais do que nunca, mas sim porque bots talentosos analisam milhões de e-mails, memos e contas em horas e não semanas, esmagando pesquisadores humanos não só em termos de custo e tempo, mas mais importante, em precisão. Bots não ficam com sono lendo milhões de e-mails. Mas isso são só as coisas simples. a IBM tem um bot chamado Watson. Talvez você tenha visto ele na TV destruindo humanos no Jeopardy, mas isso foi só um divertido projeto secundário para ele. O trabalho diário de Watson é ser o melhor médico do mundo. É entender o que as pessoas dizem e devolver diagnósticos precisos. Ele já está fazendo isso em Sloan Kattering, dando ajuda com tratamentos de cânceres de pulmão. Da mesma maneira que autos não precisam ser perfeitos, eles só precisam fazer menos erros que humanos, o mesmo vale para bots médicos. Médicos humanos não são de nenhuma forma perfeitos. A frequência e gravidade de erros de diagnóstico é aterrorizante, e médicos humanos estão seriamente limitados em lidar com o complicado histórico médico de um paciente. Entender toda droga e toda a interação de uma droga com outra está além da capacidade humana, especialmente quando há robôs pesquisadores cujo trabalho é testar milhares de novas drogas ao mesmo tempo. E médicos humanos só conseguem melhor pelas suas próprias experiencias. Bots médicos podem aprender da experiencia de todo bot médico, podem ler as mais novas pesquisas médicas e acompanhar tudo que acontece com seus pacientes pelo mundo e fazer correlações que seriam impossíveis de encontrar de outro jeito. Nem todos os médicos vão desaparecer, mas quando os bots médicos tornarem-se comparáveis com humanos e eles ficarem à distancia de um celular, a necessidade para médicos vai ser menor. Então, profissionais, trabalhadores de colarinho branco e trabalhadores com baixa qualificação tem o que se preocupar com a automatização. Mas talvez você esteja imperturbado porque você é um floco de neve especial e criativo. Bem, adivinhe o que. Você não é tão especial. "Bots Criativos" Criatividade pode parecer mágica, mas não é. O cérebro é uma máquina complicada, talvez a mais complicada de todo o universo, mas isso não nos impediu de tentar simular o cérebro. Há uma noção que, da mesma maneira que músculos mecânicos nos permitiriam a mudar para trabalhos mais inteligentes as mentes mecânicas vão nos permitir a mudar para um tipo de trabalho mais criativo. Mas mesmo se nós assumirmos que a mente humana é magicamente criativa, e não é, mas só pelo espírito do argumento, a criatividade artística não é no que a maioria dos trabalhos dependem. O número de escritores, poetas, diretores, atores e atrizes que ganham a vida fazendo seu trabalho é uma minúscula porção da força de trabalho. E dado que essas profissões dependem da popularidade, eles sempre serão uma pequena parcela da população. Não pode haver uma economia baseada em poemas e pinturas. Ah! A propósito, essa música no fundo que você está ouvindo, foi escrita por um bot. O nome dela é Emily Howell e ela pode escrever uma quantidade infinita de música, todo dia e tudo de graça. E as pessoas não conseguem dizer a diferença entre ela e compositores humanos quando colocadas a um teste. Falar sobre criatividade artística fica estranho rapidamente. O que esse termo quer dizer? Mas mesmo assim é uma área que está crescendo. As pessoas costumavam pensar que jogar xadrez era uma atividade singularmente humana que nenhuma máquina conseguiria fazer até a hora que elas ganharam dos nossos melhores jogadores. E assim vai acontecer para todo talento humano. "Conclusão" Certo, talvez isso tenha sido muito para digerir e talvez você queira rejeitar tudo isso, é fácil ser cínico com as previsões idiotas e sem fim de futuros que nunca vão existir. Por isso que é importante enfatizar de novo que isso não é ficção científica. Os robôs estão aqui agora mesmo. Há uma quantidade assustadora de automatização em armazéns pelo mundo inteiro. Nós já passamos por revoluções econômicas antes, mas a revolução robótica é diferente. Os cavalos não estão desempregados atualmente porque eles ficaram preguiçosos. Eles não podem ser empregados. Há poucos empregos que um cavalo pode ter para pagar por sua moradia e comida. E muitos humanos espertos e capazes vão se encontrar o novo cavalo - Não podem ser empregados, mas não por culpa própria. Mas se você ainda acha que novos empregos vão nos salvar, aqui está um último argumento a ser considerado. O senso dos EUA em 1776 só seguia alguns tipos de empregos. Agora há centenas de tipos de empregos, mas os novos não são uma parte significativa da força de trabalho. Aqui está uma lista de empregos por ordem de trabalhadores empregados. É uma lista triste, com a indústria de transporte no topo. Descendo a lista, todos esses empregos existiam de alguma forma cem anos atrás, e quase todos eles são alvos fáceis para a automatização. Só quando nós chegamos ao número 33 na lista que há finalmente algo novo. Não pense que todo barista ou trabalhador de colarinho branco precisa perder seu emprego para haver um problema. A taxa de desemprego durante a Grande Depressão foi de 25%. A lista acima representa 45% da força de trabalho. Só as coisas que discutimos hoje, as coisas que já funcionam, podem nos fazer superar esse número rapidamente. E dado que na nossa época de tecnologia moderna, novos empregos não são uma parte significativa da economia, isso é um grande problema. Esse vídeo não é sobre como a automatização é ruim, mas sim sobre como a automatização é inevitável. É uma ferramenta para produzir em excesso por pouco esforço. Nós precisamos começar a pensa agora sobre o que fazer quando grandes partes da população estão desempregadas sem serem culpadas. O que fazer num futuro, em que na maioria dos empregos, Humanos Não São Desejados. Humanos Não São Desejados.

Video Details

Duration: 15 minutes
Country: United States
Language: English
Genre: None
Views: 62
Posted by: bunnymonster on Aug 24, 2014

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