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Transcript for * Search Keyword Location (City, State/Province or Country) Category User Arab Man From Qatar Speaks Out in Support of the West

Time Content
00:09 → 00:16

Infelizmente, a história dos muçulmanos embaralhou-se com a sua religião

00:17 → 00:21

Os muçulmanos não são diferentes de outras nações

00:21 → 00:27

Certas acções dos muçulmanos não condizem com os ensinamentos da sua religião

00:28 → 00:32

Certas tradições dominaram durante mil anos a sociedade islâmica

00:32 → 00:33

embora sejam contrárias ao Islão

00:34 → 00:39

A Shura (consultação) é um princípio louvável do Islão

00:39 → 00:44

Desde o governo dos quatro justos califas, que durou 30 anos,

00:45 → 00:48

que a Shura desapareceu da terra dos muçulmanos

00:48 → 00:50

se bem que precisamos da Shura

00:51 → 00:54

que nos dias de hoje é sinónimo de democracia

00:54 → 00:59

o povo tem o direito de eleger os seus governantes

01:00 → 01:03

e de os responsabilizar

01:04 → 01:07

Todos estes valores desapareceram com o desaparecimento da Shura

01:08 → 01:10

Na minha opinião, o desaparecimento do pensamento crítico

01:10 → 01:13

é que conduziu ao desaparecimento da responsabilidade.

01:14 → 01:17

Porque razão repetimos os mesmos erros?

01:18 → 01:25

Apesar das derrotas humilhantes que sofremos no último meio século

01:26 → 01:28

não aprendemos nada.

01:28 → 01:31

Não tiramos nenhuma lição de Nakba e das nossas derrotas.

01:31 → 01:36

Continuamos a repetir os mesmos erros,

01:36 → 01:44

até ao ponto em que o critério de vitória ou derrota é destorcido.

01:45 → 01:49

Viu o que aconteceu recentemente no Líbano, por exemplo

01:50 → 01:54

a guerra de Israel contra o Líbano.

01:54 → 02:01

Grande parte da população árabe encarou isso como uma vitória,

02:01 → 02:05

mas na minha opinião não foi uma vitória.

02:06 → 02:11

Porque se age assim? Por causa da falta de espírito crítico e de responsabilidade.

02:12 → 02:14

Tome-se Israel como exemplo,

02:15 → 02:19

Dizemos que Israel é o inimigo e que o odiamos etc,

02:20 → 02:23

mas devíamos perguntarmo-nos porque razão Israel vence sempre.

02:23 → 02:25

Porque tem uma tradição de atribuição de responsabilidade.

02:26 → 02:30

Com tudo aquilo que conseguiram na última guerra,

02:31 → 02:35

a destruição do Líbano e mais proezas

02:35 → 02:42

mesmo assim os Israelitas não ficaram satisfeitos ,

02:42 → 02:46

e instauraram uma comissão para responsabilizar o governo?

02:47 → 02:53

Porquê? Porque o governo não conseguiu uma vitória completa – só 80% em vez de 100%.

02:54 → 02:59

Nós, ao contrário, continuamos a cantar vitória,

02:59 → 03:03

tal e qual como fizemos em 1956.

03:03 → 03:07

Ficamos abalados durante uma década mas continuamos a gritar vitória.

03:07 → 03:12

Ensinamos história de maneira selectiva,

03:13 → 03:17

escolhemos os momentos gloriosos de clérigos muçulmanos

03:18 → 03:26

que enfrentaram heroicamente tirania e injustiça

03:27 → 03:37

mas esquecemo-nos de apontar que muitos clérigos não são assim.

03:37 → 03:44

Pelo contrário, sempre apoiaram, justificaram e legalizaram atavismo e tirania

03:45 → 03:48

Se comparamos com sociedade avançadas

03:48 → 03:54

verificamos que os seus cientistas,

03:54 → 03:59

académicos, economistas, e pessoas que conseguiram algo,

04:00 → 04:02

são as pessoas que desempenham um papel preponderante

04:02 → 04:04

e não o clero.

04:04 → 04:08

O clero tem um papel específico, de onde não se devia desviar.

04:08 → 04:13

Não devia intrometer-se em política ou em áreas fora da sua competência.

04:13 → 04:20

Hoje em dia vemos clérigos declarar ‘fatwas’ em matéria de economia

04:20 → 04:26

com respeito à banca, à bolsa, seguros, ou medicina. Por exemplo,

04:27 → 04:30

o Clero pode afirmar: “tenho a cura para a SIDA.

04:31 → 04:35

Usem a prática da sangria...”

04:35 → 04:38

Clérigos podem competir com astrónomos

04:38 → 04:40

acerca de saber quando começa o período do Ramadão

04:40 → 04:42

Se os astrónomos dizem que a Lua ainda não apareceu,

04:42 → 04:43

O Clero diz que sim, que apareceu

04:43 → 04:46

Há mais de 1000 anos de história

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que as mulheres são marginalizadas no nosso património

04:50 → 04:52

que não desempenham qualquer função pública,

04:52 → 04:54

retiraram-lhes o direito de estudar

04:54 → 04:56

e não têm o direito de desempenhar uma função na sociedade

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O nosso património...

04:58 → 05:03

Mas Dr. Al Ansari, as mulheres no mundo Árabe, especialmente no Golfo,

05:03 → 05:06

já começaram a desempenhar um papel na sociedade...

05:06 → 05:12

É verdade, e devia-se agradecer às autoridades por isso

05:12 → 05:19

ou então à intervenção de dirigentes esclarecidos

05:20 → 05:23

nos países do Golfo e nos países árabes em geral,

05:23 → 05:27

não fosse isso as mulheres não teriam obtido qualquer direito.

05:28 → 05:34

Se tivéssemos baseado todas as nossas esperanças no desenvolvimento das nossas sociedades

05:34 → 05:37

teríamos muito que esperar.

05:38 → 05:41

Tudo aquilo que as mulheres obtiveram

05:42 → 05:47

é graças ao esforço de reformistas,

05:47 → 05:52

que constantemente exigiram direitos iguais para as mulheres,

05:52 → 05:58

graças ao apoio de regimes e dirigentes esclarecidos,

05:58 → 06:04

e deveríamos também mencionar o encorajamento externo

06:05 → 06:08

e a aproximação entre os povos.

06:08 → 06:11

Sem isso as mulheres não teriam obtido nenhum direito

06:12 → 06:17

nas sociedades do Golfo, o obstáculo ao casamento não são os altos custos,

06:17 → 06:19

o verdadeiro obstáculo é o obstáculo social.

06:19 → 06:21

O que é que eu quero dizer com isto?

06:21 → 06:25

Quero dizer que não há aproximação entre homem e mulher.

06:27 → 06:33

Um rapaz do Golfo não pode ver uma rapariga.

06:35 → 06:42

É claro que estou a falar em aproximação à maneira islâmica e não ocidental.

06:42 → 06:46

O Islão não proíbe um encontro de um homem e uma mulher no local de trabalho,

06:46 → 06:50

na escola, em casa, ou rezando a Deus.

06:50 → 06:53

Este tipo de aproximação ainda não existe nas nossas sociedades.

06:54 → 06:57

Há barreiras entre os sexos.

06:57 → 07:01

Desta forma como pode um homem escolher a sua parceira para a vida?

07:01 → 07:04

E depois temos o niqab (véu). O niqab é um obstáculo...

07:05 → 07:10

Como posso casar com alguém que nunca vi o rosto? Impossível.

07:11 → 07:15

Você imagina que seja permitido às mulheres governarem?

07:15 → 07:20

Seria possível um destes dias uma mulher tornar-se presidente de uma república árabe?

07:22 → 07:25

Espero que sim,

07:25 → 07:32

Tanto quando pude entender os textos religiosos,

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Não há texto que categoricamente exclua a mulher

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de ser president ou primeiro-ministro,

07:44 → 07:46

ou ter outro cargo de comando. De maneira nenhuma.

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Todas as questões políticas, económicas, administrativas e científicas do nosso tempo

07:56 → 07:57

eram desconhecidas para os companheiros do Profeta

07:57 → 08:01

Não estavam sentados em cadeiras, à frente de câmaras,

08:01 → 08:03

Não tinham mass-média, nem TV por satélite.

08:03 → 08:06

Será que isso prova que não podemos usá-los?

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O facto que algo não existia no passado

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Não significa que seja proibido...

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“O amigo muçulmano dos EU” – foi assim que o New York Times o nomeou,

08:19 → 08:24

quando o colocou numa lista dos mais notáveis pensadores deste mundo.

08:24 → 08:30

Agrada-lhe a ideia de ser chamado “o amigo muçulmano dos EU”?

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Porque não, quando os nossos países, os nossos regimes e os nossos governos

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dia sim dia não declaram

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que a nossa aliança com os EU e outras super-potências é estratégica?

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Quem é que defende o Golfo?

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Quem é que desenvolve a nossa próspera economia?

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Sem as nossas estreitas relações com essas super-potências – especialmente os EU -

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Nós não poderíamos ter esta prosperidade económica

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Veja os países à cabeça das hostilidade contra os EU

09:09 → 09:13

Veja a situação económica e monetária deles

09:14 → 09:16

As moedas deles não valem nada.