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* Search Keyword Location (City, State/Province or Country) Category User Arab Man From Qatar Speaks Out in Support of the West
Duration:
9 minutes and 16 seconds
Country:
Qatar
Language:
English
Genre:
None
Producer:
Memri TV
Director:
Memri TV
Views:
132
(1
embedded)
Posted by:
carmo da rosa on Mar 20, 2009
Dr. Abd Al-Hamid Al-Ansari former dean os Islamic law of Qatar University
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- Infelizmente, a história dos muçulmanos embaralhou-se com a sua religião
- Os muçulmanos não são diferentes de outras nações
- Certas acções dos muçulmanos não condizem com os ensinamentos da sua religião
- Certas tradições dominaram durante mil anos a sociedade islâmica
- embora sejam contrárias ao Islão
- A Shura (consultação) é um princípio louvável do Islão
- Desde o governo dos quatro justos califas, que durou 30 anos,
- que a Shura desapareceu da terra dos muçulmanos
- se bem que precisamos da Shura
- que nos dias de hoje é sinónimo de democracia
- o povo tem o direito de eleger os seus governantes
- e de os responsabilizar
- Todos estes valores desapareceram com o desaparecimento da Shura
- Na minha opinião, o desaparecimento do pensamento crítico
- é que conduziu ao desaparecimento da responsabilidade.
- Porque razão repetimos os mesmos erros?
- Apesar das derrotas humilhantes que sofremos no último meio século
- não aprendemos nada.
- Não tiramos nenhuma lição de Nakba e das nossas derrotas.
- Continuamos a repetir os mesmos erros,
- até ao ponto em que o critério de vitória ou derrota é destorcido.
- Viu o que aconteceu recentemente no Líbano, por exemplo
- a guerra de Israel contra o Líbano.
- Grande parte da população árabe encarou isso como uma vitória,
- mas na minha opinião não foi uma vitória.
- Porque se age assim? Por causa da falta de espírito crítico e de responsabilidade.
- Tome-se Israel como exemplo,
- Dizemos que Israel é o inimigo e que o odiamos etc,
- mas devíamos perguntarmo-nos porque razão Israel vence sempre.
- Porque tem uma tradição de atribuição de responsabilidade.
- Com tudo aquilo que conseguiram na última guerra,
- a destruição do Líbano e mais proezas
- mesmo assim os Israelitas não ficaram satisfeitos ,
- e instauraram uma comissão para responsabilizar o governo?
- Porquê? Porque o governo não conseguiu uma vitória completa – só 80% em vez de 100%.
- Nós, ao contrário, continuamos a cantar vitória,
- tal e qual como fizemos em 1956.
- Ficamos abalados durante uma década mas continuamos a gritar vitória.
- Ensinamos história de maneira selectiva,
- escolhemos os momentos gloriosos de clérigos muçulmanos
- que enfrentaram heroicamente tirania e injustiça
- mas esquecemo-nos de apontar que muitos clérigos não são assim.
- Pelo contrário, sempre apoiaram, justificaram e legalizaram atavismo e tirania
- Se comparamos com sociedade avançadas
- verificamos que os seus cientistas,
- académicos, economistas, e pessoas que conseguiram algo,
- são as pessoas que desempenham um papel preponderante
- e não o clero.
- O clero tem um papel específico, de onde não se devia desviar.
- Não devia intrometer-se em política ou em áreas fora da sua competência.
- Hoje em dia vemos clérigos declarar ‘fatwas’ em matéria de economia
- com respeito à banca, à bolsa, seguros, ou medicina. Por exemplo,
- o Clero pode afirmar: “tenho a cura para a SIDA.
- Usem a prática da sangria...”
- Clérigos podem competir com astrónomos
- acerca de saber quando começa o período do Ramadão
- Se os astrónomos dizem que a Lua ainda não apareceu,
- O Clero diz que sim, que apareceu
- Há mais de 1000 anos de história
- que as mulheres são marginalizadas no nosso património
- que não desempenham qualquer função pública,
- retiraram-lhes o direito de estudar
- e não têm o direito de desempenhar uma função na sociedade
- O nosso património...
- Mas Dr. Al Ansari, as mulheres no mundo Árabe, especialmente no Golfo,
- já começaram a desempenhar um papel na sociedade...
- É verdade, e devia-se agradecer às autoridades por isso
- ou então à intervenção de dirigentes esclarecidos
- nos países do Golfo e nos países árabes em geral,
- não fosse isso as mulheres não teriam obtido qualquer direito.
- Se tivéssemos baseado todas as nossas esperanças no desenvolvimento das nossas sociedades
- teríamos muito que esperar.
- Tudo aquilo que as mulheres obtiveram
- é graças ao esforço de reformistas,
- que constantemente exigiram direitos iguais para as mulheres,
- graças ao apoio de regimes e dirigentes esclarecidos,
- e deveríamos também mencionar o encorajamento externo
- e a aproximação entre os povos.
- Sem isso as mulheres não teriam obtido nenhum direito
- nas sociedades do Golfo, o obstáculo ao casamento não são os altos custos,
- o verdadeiro obstáculo é o obstáculo social.
- O que é que eu quero dizer com isto?
- Quero dizer que não há aproximação entre homem e mulher.
- Um rapaz do Golfo não pode ver uma rapariga.
- É claro que estou a falar em aproximação à maneira islâmica e não ocidental.
- O Islão não proíbe um encontro de um homem e uma mulher no local de trabalho,
- na escola, em casa, ou rezando a Deus.
- Este tipo de aproximação ainda não existe nas nossas sociedades.
- Há barreiras entre os sexos.
- Desta forma como pode um homem escolher a sua parceira para a vida?
- E depois temos o niqab (véu). O niqab é um obstáculo...
- Como posso casar com alguém que nunca vi o rosto? Impossível.
- Você imagina que seja permitido às mulheres governarem?
- Seria possível um destes dias uma mulher tornar-se presidente de uma república árabe?
- Espero que sim,
- Tanto quando pude entender os textos religiosos,
- Não há texto que categoricamente exclua a mulher
- de ser president ou primeiro-ministro,
- ou ter outro cargo de comando. De maneira nenhuma.
- Todas as questões políticas, económicas, administrativas e científicas do nosso tempo
- eram desconhecidas para os companheiros do Profeta
- Não estavam sentados em cadeiras, à frente de câmaras,
- Não tinham mass-média, nem TV por satélite.
- Será que isso prova que não podemos usá-los?
- O facto que algo não existia no passado
- Não significa que seja proibido...
- “O amigo muçulmano dos EU” – foi assim que o New York Times o nomeou,
- quando o colocou numa lista dos mais notáveis pensadores deste mundo.
- Agrada-lhe a ideia de ser chamado “o amigo muçulmano dos EU”?
- Porque não, quando os nossos países, os nossos regimes e os nossos governos
- dia sim dia não declaram
- que a nossa aliança com os EU e outras super-potências é estratégica?
- Quem é que defende o Golfo?
- Quem é que desenvolve a nossa próspera economia?
- Sem as nossas estreitas relações com essas super-potências – especialmente os EU -
- Nós não poderíamos ter esta prosperidade económica
- Veja os países à cabeça das hostilidade contra os EU
- Veja a situação económica e monetária deles
- As moedas deles não valem nada.


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