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Transcript for Reactions to the prohibition of the 2008 Marijuana March in Brazil
Várias entidades da sociedade civil se reuniram hoje no Rio em um ato pela liberdade de expressão. O econtro foi motivado pela decisão recente da justiça de proibir a chamada 'Marcha da Maconha', em 9 cidades. Não foi um encontro para discutir a legalização das drogas, mas sim, o direito ao debate. Representantes da Associação Brasileira de Imprensa, da Associação Nacional de Jornais, da União dos Estudantes, e parlamentares, se reuniram, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, para defender a Constituição Brasileira. O ato público foi uma reação à decisão da justiça de proibir a "Marcha da Maconha" em 9 capitais do país, no dia 4 de maio. Em João Pessoa, houve confronto com a polícia 2 policiais ficaram feridos e 9 pessoas foram presas. Em São Paulo, cartazes e bandeiras foram apreendidos pela polícia. No Rio de Janeiro, um jovem foi detido por apologia ao uso de drogas e desacato à autoridade. O cachorro dele carregava uma placa apoiando a legalização da maconha. Hoje, o rapaz participou do evento. "A proibição foi resultante da solicitação do Ministério Público em vários estados, e em todos os estados, exceto Pernambuco, a justiça concedeu a proibição pleiteada, o que constitui uma aberração e uma agressão às liberdades constitucionais." No final do encontro, os participantes do ato fizeram uma declaração de princípios. No documento, as entidades reafirmam o compromisso com a democracia, a defesa incondicional de qualquer segmento da sociedade de propor mudanças na legislação, e registraram repúdio a qualquer ato que possa interferir na liberdade de expressão. "Isto é um ato de conscientização, visa alertar a sociedade brasileira de que não podemos sofrer retrocessos, que a democracia foi uma dura conquista do povo brasileiro, e que todos os regimes totalitários e ditaduras começam assim: é censurando, é proibindo a liberdade de pensamento". O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Murta Ribeiro, declarou em nota que a maconha é criminalizada no Brasil, e que não se pode fazer apologia ao crime.

