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Transcript for O direito de crer?

Time Content
00:00 → 00:10

Para a palestra de hoje, como sempre, tentarei aplicar os Ensinamentos Budistas para os problemas da vida cotidiana

00:10 → 00:19

e falarei então, nesta tarde, sobre um tópico desafiador: "O Direito de Crer"

00:19 → 00:25

motivado por vários eventos destas últimas semanas

00:25 → 00:30

por exemplo, ao assistir um documentário que alguém me mostrou num DVD

00:30 → 00:35

do canal 4 BBC, de Richard Dawkins, entitulado "A Raiz de Todo Mal"

00:35 → 00:39

que tratava do problema das crenças fundamentalistas no nosso mundo

00:39 → 00:48

o que foi bastante chocante por mostrar os tipos de ódio que podem ser inspirados pela crença

00:48 → 00:56

e faz você começar a pensar sobre a suas crenças e o quão sólidas são e se tornar-se-ão perigosas

00:57 → 01:05

e também porque crenças, de muitas maneiras diferentes, realmente afetam nossa sociedade

01:05 → 01:16

e às vezes você se pergunta se, com a liberdade religiosa, você tem o direito de acreditar no que quiser

01:16 → 01:22

e se isto for verdade, quais deveriam ser, e por que deveriam haver restrições?

01:22 → 01:27

e então este é um tópico bastante poderoso

01:27 → 01:35

e não tenho certeza se poderei abordá-lo, pois como usual, sempre o faço sem preocupar-me com o tempo, sem roteiro do que vou falar

01:35 → 01:41

mas baseado em alguns dos entendimentos do Dhamma, os Ensinamentos Budistas

01:41 → 01:44

da natureza da mente, de como a consciência funciona

01:44 → 01:49

de como as crenças são formadas, e o perigo de seguir tais crenças

01:49 → 01:52

então esta será uma conversa sobre O Direito de Crer

01:52 → 02:05

e eu diria que a maioria de nós não aceitaria o fato de que alguns crêem não termos o direito de crer em coisa alguma

02:05 → 02:13

e diria que a razão pela qual digo isto é que as vezes as pessoas sofrem por causa desta esquizofrenia

02:13 → 02:19

em que podem acreditar em alguém que diz-lhes para matar todas as prostitutas

02:19 → 02:27

ou que tiveram o comando do que acreditam ser um Deus para acabar com um governo

02:27 → 02:34

seja o que for, tais crenças que as pessoas têm e sinceramente acreditam

02:34 → 02:42

são óbviamente vistas por nossa comunidade como um grupo de crenças o qual não temos absolutamente o direito de se acreditar

02:42 → 02:45

pois são um perigo para si mesmo e para os outros

02:45 → 02:52

e quem as segue deveria estar buscando tomar ou ser receitado algum tipo de medicamento

02:52 → 02:58

há visões extremas que penso qualquer um diria não se tem o direito de crer-se

03:00 → 03:09

e este é um extremo, mas isto estabelece o fato de que não temos o direito de crermos em coisa alguma

03:09 → 03:18

e todos os tipos de crenças que podem não ser tão perigosas, podem sim ser perigosas tanto quanto estas

03:19 → 03:26

certamente estamos falando das crenças dos homens-bomba, daqueles que atiraram aviões contra as torres gêmeas

03:27 → 03:38

é daqueles que oprimem as mulheres, ou aqueles que seguem um estilo de vida "gay"

03:38 → 03:45

eles têm realmente o direito de crer nisto, que a homossexualidade seja um pecado?

03:45 → 03:55

e acho que muitos de nós aqui diríamos que não esta é uma visão errônea, eles não tem o direito de crer em algo no tipo

03:55 → 03:59

pois tais crença deixa de ser uma questão pessoal

04:01 → 04:05

pois crenças são coisas que se carrega na cabeça

04:06 → 04:12

e que são expressadas no sabbath, ou num sábado ou domingo, ou numa sexta-feira à noite

04:13 → 04:17

quando se vai à um templo budista, mesquita, igreja ou algo do tipo

04:19 → 04:26

a crença que alguém tem é o que forma ou gera suas ações, sua fala, sua atitute, o que se faz da vida

04:27 → 04:29

tudo isto vem das crenças que se tem

04:29 → 04:40

desta forma, será que, à parte de se identificar se as crenças que se tem são perigosas, deve-se mesmo permitir que estas existam?

04:41 → 04:47

não seria isto uma forma de não assumir a responsabilidade diante da sociedade?

04:47 → 04:52

há um grande problema aqui: o do direito da crença

04:52 → 04:59

mas do que estou falando aqui?

04:59 → 05:02

o problema é que as crenças estão geralmente nas coisas erradas

05:02 → 05:08

temos algo como uma lista de prioridades para as crenças

05:08 → 05:15

qual é a mais importante, a menos importante em nosso sistema de crenças

05:15 → 05:23

e o que compreendo no Budismo é que, quando esta categorização, esta ordem de crenças

05:23 → 05:31

quando não estão devidamente ordenadas, criam-se o problema de uma sociedade violenta e não funcional

05:31 → 05:37

basicamente, acreditamos nas coisas erradas primeiramente, quando estas deveriam ser secundárias

05:37 → 05:42

e há alguns anos, li um artigo, talvez dez ou quinze anos atrás

05:42 → 05:50

quando fundamentalistas, possivelmente sikhs ou muçulmanos, no norte da Índia

05:50 → 06:02

queimaram uma loja e mataram seu dono e sua esposa, pois ali vendia-se licor, álcool

06:02 → 06:07

e na época pensei comigo que sim, eu não concordaria com vender álcool

06:07 → 06:13

pois, sendo um monge, há algo como os cinco preceitos, não supõe-se que bebamos álcool

06:13 → 06:22

e até mesmo há alguns dias, um anagarika aqui buscava se livrar de um molho de soja

06:22 → 06:25

pois este tinha algo como 2.5% de graduação alcóolica

06:25 → 06:28

e até mesmo tal quantidade é bastante perigosa para monges!

06:31 → 06:38

imaginem os monges, com aquele molho de soja, ficariam animados!

06:38 → 06:45

e isto aconteceu uma vez. Não me lembro quando foi a última vez que contei tal história,

06:45 → 06:59

um monge, recebeu bombons licorados de presente de Natal de suas famílias no Canadá

06:59 → 07:07

e vocês sabem, estes bombons são geralmente apenas doces, mas estas em questão tinham de fato licor dentro!

07:07 → 07:16

o que pode não ser um problema, caso a última vez que se ingeriu ácool foi há um ano atrás ou mesmo agora há pouco

07:17 → 07:21

mas se for como o caso desse monge, que há muitos anos não o faziam, sua sensibilidade realmente se aguça

07:21 → 07:28

e apenas um bombom licorado, no caso deste monge, juntamente com outros três, resultou em quatro monges bastante animados!

07:33 → 07:39

eu e minhas histórias engraçadas agora, um outra que não resisto em contar:

07:39 → 07:44

muitos de vocês conhecem com muito carinho e respeito Aj. Nyanadhammo

07:44 → 07:50

ele, que esteve conosco recentemente, passou tanto tempo em nossos mosteiros

07:50 → 07:55

um monge maravilhoso e um bom amigo

07:55 → 08:04

e quando, chegando de um vôo de Adelaide, sua cidade natal, aqui em Perth, onde viveu por sete ou nove anos, não me lembro

08:04 → 08:10

ele, um ótimo monge, bem comportado, ótimo meditador e palestrante,

08:10 → 08:16

quando me sai do avião, em Perth, ele cheirava como uma destilaria!

08:16 → 08:19

sim, cheirava! E ele me contou o que aconteceu:

08:19 → 08:24

no avião, em Adelaide, foi colocado num assento ao lado de onde estava este executivo

08:24 → 08:29

que estava com temor de voar, mas aquela era a única forma de se chegar à Perth rápido o suficiente

08:29 → 08:34

e a única forma daquele sujeito vencer o medo foi servir-se de álcool eferecido à bordo gratuitamente

08:34 → 08:42

o executivo serviu-se de um copo de uísque assim que o avião decolou, bebendo mais e mais a partir de então

08:42 → 08:48

e falava com Ajahn Nyanadhammo, sentado ao seu lado, tentando encontrar uma forma de vencer aquele medo

08:48 → 08:53

e Ajahn Nyanadhammo ensinando-lhe um pouco de Budismo, mas o sujeito continuava a beber o uísque

08:53 → 08:59

e assim que chegavam em Perth, duas ou três horas de viagem, ele já havia bebido tanto uísque que já não estava tão estável assim

09:00 → 09:11

veio uma turbulência, enquanto ele segurava um copo cheio de uísque na mão, que foi derramado no manto de Ajahn Nyanadhammo

09:11 → 09:17

momentos antes de pousarem, e por isso que, assim que ele desembarcou, cheirava a uísque!

09:17 → 09:21

bom, pelo menos essa foi a versão dele!

09:21 → 09:32

pois é bastante embaraçoso um monge que cheira a uísque! especialmente um monge como ele

09:40 → 09:45

bom, voltando à conversa, as crenças

09:45 → 09:53

embora as pessoas tenham essas crenças bastante arraigadas, e hajam os efeitos destas, é a prioridade dada a estas que é o problema

09:53 → 09:59

e há uma história que, acho, lhes contei há alguns anos, que serve para se entender por que as crenças

09:59 → 10:07

que entendam, podemos tê-las, devem ser priorizadas

10:07 → 10:15

é uma história que conto em casamentos e que vai acabar arrombando a porta do seu coração

10:15 → 10:22

e vou contá-la novamente, e muitos já devem até conhecer de cor, a história da galinha e o pato

10:22 → 10:28

e é importante compreender esta história, pois em seguida vou expandi-la

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para como esta má priorização de crenças causa-nos tanto problemas

10:31 → 10:34

Tudo bem termos crenças. Mas asseguremos que

10:34 → 10:37

as crenças mais importantes sejam colocadas a frente.

10:37 → 10:40

Contarei uma história de um casal que caminhava na floresta

10:40 → 10:43

quando ouviu um som "quém, quém, quém"...

10:43 → 10:46

Na mesma hora a esposa diz:

10:46 → 10:49

- Querido, ouça! É uma galinha.

10:49 → 10:52

E o marido pergunta: - O que você disse querida?

10:52 → 10:55

- Disse que é uma galinha. E ele respondeu: - Não querida,

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... galinhas fazem có-có, patos fazem quém-quém. Isso era um pato.

10:58 → 11:01

E ela disse: -Não, não, não...

11:01 → 11:04

...isso é uma galinha, com certeza.

11:04 → 11:07

E veio o som de novo. - É um pato! - diz ele.

11:07 → 11:10

- É uma galinha! - ela insiste. - É um pato, diz ele.

11:10 → 11:13

- É uma galinha!! diz ela. É um pato!! - diz ele

11:13 → 11:16

- P-A-T-O, é um pato!

11:16 → 11:19

"Entendeu?!"

11:19 → 11:22

E ela começa a chorar...

11:22 → 11:25

E diz "mas, mas é sim uma galinha..."

11:25 → 11:28

...

11:28 → 11:31

E então...

11:31 → 11:34

Ele percebeu o que era realmente importante:

11:34 → 11:37

o motivo pelo qual ele se casou com ela.

11:37 → 11:40

Ele pensa, acaricia a mão dela e diz:

11:40 → 11:43

- Desculpe, acho que você está certa. É uma galinha.

11:43 → 11:46

E então o animal fez "quém-quém" de novo...

11:46 → 11:49

(risos)

11:49 → 11:52

E eles continuam a caminhada felizes

11:52 → 11:55

sem se importar com o problema.

11:55 → 11:58

Agora, vocês que já conheciam a história...

11:58 → 12:01

Sabem que, ao contá-la, sempre troco

12:01 → 12:04

quem disse que era uma galinha e quem disse que era um pato

12:04 → 12:07

ou as pessoas poderão me acusar

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por descriminação sexual (de gênero)...

12:10 → 12:13

Nesse caso em especial

12:13 → 12:16

havia um homem que foi inteligente, esperto

12:16 → 12:19

ele foi compassivo e sábio

12:19 → 12:22

por duas razões. Primeiro, porque se perguntar...

12:22 → 12:25

se é realmente importante estar certo sobre

12:25 → 12:28

questões relacionadas às galinhas e patos

12:28 → 12:31

...

12:31 → 12:34

Isso realmente importa? O que o homem compreendeu

12:34 → 12:37

é que o que realmente importa é termos harmonia e paz...

12:37 → 12:40

em não estarmos certos o tempo todo sobre se era um pato ou galinha...

12:40 → 12:43

Ele teve a sua prioridade e a escolheu.

12:43 → 12:46

Isso é o que podemos ouvir nesta história.

12:46 → 12:49

E a razão dois: algumas vezes em que você acredita que está certo...

12:49 → 12:52

... você realmente pode estar errado.

12:52 → 12:55

Poderia ser uma galinha geneticamente modificada.

12:55 → 12:58

(risos)

12:58 → 13:01

Ou um pato, quem sabe?

13:01 → 13:04

Ele viram como crenças causam os conflitos

13:04 → 13:07

e problemas. Durante a meditação tivemos

13:07 → 13:10

uma discussão lá atrás. Tenho certeza que vocês ouviram como eu ouvi.

13:10 → 13:13

Perguntamos: por que temos conflitos

13:13 → 13:16

com quem amamos? Isso ocorre

13:16 → 13:19

quando nós acreditamos que estamos certos.

13:19 → 13:22

Há alguns anos atrás

13:22 → 13:25

Me trouxeram um artigo

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sobre alguém que tinha uma galinha

13:28 → 13:31

que foi criada com um grupo de patos

13:31 → 13:34

e que era uma galinha mas que fazia "quém-quém"...

13:34 → 13:37

Literalmente, existem estes seres por aí...

13:37 → 13:40

...

13:40 → 13:43

Então você pode estar errado.

13:43 → 13:46

Mas a outra razão em contar esta história...

13:46 → 13:49

é que ela é uma introdução

13:49 → 13:52

para a verdadeira piada de hoje...

13:52 → 13:55

e essa piada é dedicada a Ajahn Sujato, de Sidney

13:55 → 13:58

ele me contou essa piada ontem pela manhã

13:58 → 14:01

E é sobre duas galinhas,

14:01 → 14:04

quero dizer, dois patos...(risos)

14:04 → 14:07

Nem eu estou me entendo mais... Mas são dois patos nadando em um lago

14:07 → 14:10

Dois patos estavam nadando no lago, quando um pato faz...

14:10 → 14:13

"quém-quém", e o outro pato diz...

14:13 → 14:16

- "Eu ia dizer exatamente isso!"

14:16 → 14:19

(risos)

14:19 → 14:22

...

14:22 → 14:25

É uma piada estúpida...

14:25 → 14:28

(risos)

14:28 → 14:31

Vocês são engraçados...

14:31 → 14:34

(risos)

14:34 → 14:37

...

14:37 → 14:40

Voltando à realidade de nossas crenças

14:40 → 14:43

o ponto chave é que aquele homem

14:43 → 14:46

quando ele disse - ok querida, você está certa.

14:46 → 14:49

A coisa mais importante

14:49 → 14:52

é ter paz e harmonia juntos

14:52 → 14:55

então, se você acredita nisso...

14:55 → 14:58

tome isso como prioridade, ter paz, ter harmonia

14:58 → 15:01

tome isso como o número um

15:01 → 15:04

não importa se era uma galinha ou um pato, ou se Deus criou o mundo

15:04 → 15:07

ou se há reencarnação ou se Alá é o último profeta, ou o que quer que seja

15:07 → 15:10

mantenha isso como secundário.

15:10 → 15:13

...

15:13 → 15:16

Se nós tivéssemos as pioridades corretas para as nossos sistemas de crenças

15:16 → 15:19

e assim...

15:19 → 15:22

nós estaríamos resolvendo a maior parte dos problemas

15:22 → 15:25

relacionados às crenças no mundo

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e a forma como eles causam dificudades e problemas no mundo.

15:28 → 15:31

e o outro exemplo disse que eu venho citando

15:31 → 15:34

é relacionado a uma história de alguns anos atrás

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quando mariners na baía de Guantânamo

15:37 → 15:40

jogaram parte de um Alcorão no vaso sanitário

15:42 → 15:43

Vocês ouviram falar disso

15:43 → 15:46

E quando eles jogaram o Alcorão pela privada

15:47 → 15:49

foi uma grande comoção no mundo muçulmano

15:49 → 15:52

e ao mesmo tempo por aqui, uns dias depois, alguém me perguntou:

15:53 → 16:00

Ajahn Brahm, o que você faria se jogassem textos sagrados budistas pela privada?

16:01 → 16:04

Vocês viram esses textos, nós temos alguns na biblioteca, são livros grossos.

16:05 → 16:10

Como budista, o que você faria se textos sagrados budistas fossem jogados na privada?

16:11 → 16:18

e eu disse: se jogassem textos sagrados budistas pela privada, eu chamaria o encanador

16:20 → 16:27

Isso é muito importante

16:28 → 16:31

A lição que tiramos dessa história, diz respeito a prioridades, quer dizer

16:32 → 16:36

Você pode jogar textos sagrados budistas na privada, mas não deixarei que jogue o budismo pela privada

16:36 → 16:48

Você pode explodir os budistas em pedaços, mas não deixarei que você destrua o que o Buddha ensinou: paz, perdão, harmonia

16:48 → 16:52

É possível destruir todos os templos budistas, matar monges e monjas

16:52 → 16:57

mas por favor, não permita que matem sua paz, sua harmonia,seu perdão, seu amor

16:58 → 17:03

Pois isso é a coisa mais importante

17:03 → 17:08

O que fazemos aqui é tentar perceber a diferença entre conteúdo e recipiente

17:09 → 17:15

e o que ocorre é que o conteúdo tem sempre a prioridade em relação aos recipientes.

17:16 → 17:21

e os recipientes são as estátuas do Buddha, os livros, os monges e monjas, os templos...

17:22 → 17:25

Eles contem algo, algo no qual as pessoas realmente acreditam

17:26 → 17:28

Por que vocês vêem aqui? Vocês não acreditam em Nollamara

17:29 → 17:36

não, isso é só um subúrbio...mesmo esse centro, vocês não acreditam nos tijolos, no telhado e no concreto

17:36 → 17:39

Vocês não acreditam realmente nos monges e monjas, pelo menos é o que esperamos,

17:39 → 17:41

caso contrário não irão entender.

17:42 → 17:46

Vocês também não acreditam na estátua do Buddha novinha atrás de mim, é só um pedaço de metal, só isso.

17:47 → 17:51

Espero que vocês acreditem no que tudo isso significa

17:51 → 17:54

Nesse caso vocês realmente acreditarão no poder da paz

17:55 → 18:02

realmente irão acreditar no poder do perdão, no amor, na liberdade

18:03 → 18:05

e essas são as coisas que vocês devem priorizar

18:06 → 18:12

Claro que se o templo for destruído, se alguém vier e derrubar ou queimar tudo durante a noite

18:13 → 18:18

não permita que isso destrua tudo que esse templo representa

18:19 → 18:22

a paz, a liberdade...é por isso que vocês vieram até aqui.

18:23 → 18:26

então, é importante que vocês priorizem os sistemas de crença

18:27 → 18:29

o que é mais importante, o que vem em primeiro.

18:30 → 18:37

E se as religiões pudessem ver o conteúdo dos seus recipientes, dos livros, dos símbolos

18:38 → 18:42

até mesmo essa coisa dos desenhos, sempre se preocupando com os recipientes

18:43 → 18:48

Por que alguns desenhos estão sempre destruindo a paz,o amor, o perdão, a misericórdia

18:50 → 18:54

Deixe-me entender o que importa realmente e priorizar isso

18:55 → 18:57

Vamos acreditar no que é realmente importante

18:58 → 19:03

Eu acho que é por isso que o direito de crer deveria ser a primeira prioridade

19:04 → 19:07

Assim acreditaríamos nas coisas mais importantes em primeiro lugar

19:08 → 19:13

E no momento em que pensássemos poder acreditar em algo, nunca deveria ser às expensas do que é realmente importante

19:14 → 19:19

Quando se entende como priorizar crenças, podemos entender a razão pela qual

19:20 → 19:25

não temos direito de acreditar em crenças secundárias ou terciárias

19:26 → 19:30

coisas do tipo: em qual religião eu quero crer, que práticas quero fazer

19:31 → 19:38

quando infringe as crenças primeiras, coisas como paz, liberdade

19:39 → 19:44

amor, perdão e não-violência...estes são os primeiros

19:46 → 19:49

Assim, acreditaríamos que ao vir para um lugar como esse

19:50 → 19:53

o que se está ensinando não é um tipo de culto

19:54 → 20:05

É interessante falar sobre cultos, pois quando abrimos uma loja em Perth 24 ou 25 anos atrás, tínhamos um pequeno centro ao norte de Perth

20:06 → 20:10

Muitos de vocês sabem onde ficava esse centro