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Transcript for Projecto
| Time | Content |
|---|---|
| 00:09 → 00:12 |
O céu sempre atraiu a atenção e os sonhos do Homem |
| 00:12 → 00:16 |
À 200 anos, numa famosa obra de ficção intitulada da Terra à Lua |
| 00:16 → 00:22 |
Júlio Verne escreveu sobre um grupo de homens que viajou até à Lua usando um gigantesco canhão |
| 00:23 → 00:27 |
Muito ainda faltava para que o Homem torna-se os seus sonhos realidade |
| 00:29 → 00:32 |
Tanto o modelo geocêntrico de Ptolomeu, como o heliocêntrico de Copérnico |
| 00:32 → 00:36 |
a luneta de Galileu e a lei da gravitação universal de Newton |
| 00:36 → 00:38 |
contribuíram para melhor conhecer o que rodeia a Terra |
| 00:42 → 00:45 |
No entanto, Wernher von Braun foi o principal responsável |
| 00:45 → 00:47 |
pelos primeiros espaços em direcção ao espaço |
| 00:50 → 00:55 |
Wernher von Braun foi uma das mais importantes figuras ligadas ao desenvolvimento de foguetões |
| 00:55 → 00:57 |
e também um campeão no que toca à exploração espacial |
| 00:58 → 01:02 |
Como forma de satisfazer a sua curiosidade, que vinha já desde que era um jovem |
| 01:02 → 01:05 |
von Braun começou a trabalhar para o exército alemão |
| 01:05 → 01:08 |
com o objectivo de desenvolver o seu trabalho no campo da balística de mísseis. |
| 01:10 → 01:15 |
Concebeu então um poderoso míssil que serviu de arma na 2ª Guerra Mundial aos nazis da Alemanha |
| 01:15 → 01:17 |
que ficou intitulado de V-2. |
| 01:17 → 01:21 |
Este foi o primeiro grande salto qualitativo no que toca à exploração espacial |
| 01:23 → 01:27 |
A pesquisa realizada por von Braun no âmbito de conceber o então conhecido míssil V-2, |
| 01:27 → 01:34 |
viria a ser utilizada no desenvolvimento tecnológico americano e da união soviética durante a guerra fria. |
| 01:34 → 01:37 |
Estados Unidos e União Soviética travavam uma disputa |
| 01:37 → 01:41 |
para se saber quem obteria primeiro o maior domínio e conhecimento do espaço. |
| 01:42 → 01:46 |
É claro que havia na corrida espacial uma forte componente simbólica de prestígio e poder. |
| 01:47 → 01:52 |
O bloco que primeiro dominasse o espaço provaria a sua superioridade científica. |
| 01:52 → 01:55 |
E como era a capacidade científica que media o progresso, |
| 01:55 → 02:02 |
quem dominasse primeiro o espaço provaria ao mundo que tinha o sistema mais perfeito e mais capaz de realizar os sonhos do homem. |
| 02:03 → 02:07 |
Gagarin o primeiro homem no espaço - em Abril de 1961, |
| 02:07 → 02:11 |
mais um salto tecnológico da União Soviética: |
| 02:11 → 02:15 |
subia aos céus a Vostok, primeira nave pilotada por um ser humano. |
| 02:16 → 02:19 |
O cosmonauta era Yuri Gagarin. |
| 02:19 → 02:27 |
Durante cerca de 90 minutos, ele viajou em órbita da Terra a uma altura média de 320 quilómetros. |
| 02:27 → 02:30 |
Com Gagarin, a humanidade teve acesso a novos conhecimentos |
| 02:30 → 02:32 |
e aprendeu que a Terra é uma imensa bola azul. |
| 02:34 → 02:38 |
Em resposta, o presidente americano John Kennedy, em Maio de 61, |
| 02:38 → 02:44 |
prometeu que em menos de uma década um astronauta dos Estados Unidos pisaria o solo da Lua. |
| 02:44 → 02:45 |
(Missão que levou o Homem à Lua) |
| 02:45 → 02:49 |
As palavras de Kennedy ditaram o ritmo e a estratégia do programa espacial americano. |
| 02:50 → 02:53 |
O que estava em jogo não era apenas uma questão de natureza científica. |
| 02:54 → 02:56 |
O problema era essencialmente político. |
| 02:58 → 03:00 |
Os dois blocos detinham o poder, |
| 03:00 → 03:05 |
os restantes países dependiam destas potências para desenvolver as suas próprias tecnologias |
| 03:05 → 03:10 |
tais como colocação de satélites no espaço para comunicações e meteorologia |
| 03:10 → 03:14 |
Começou então a surgir uma certa concorrência aos detentores do poder |
| 03:14 → 03:23 |
e na linha da frente encontrava-se a ESA (Agência Espacial Europeia) e JAXA (Agência Espacial Japonesa) |
| 03:23 → 03:27 |
e posteriormente foram surgindo muitas outras agências que procuravam a autonomia |
| 03:27 → 03:32 |
e acima de tudo uma distribuição equitativa do poder sobre o Espaço. |
| 03:32 → 03:36 |
É nesta linha de pensamento que surge a criação do nosso projecto. |
| 03:36 → 03:40 |
Portugal pretende ser um país autónomo a nível geopolítico, |
| 03:40 → 03:44 |
daí a criação da agência e da estação espacial portuguesa. |
| 03:45 → 03:48 |
Portugal entra agora no campo do desenvolvimento espacial. |
| 03:49 → 03:53 |
A Estação espacial portuguesa terá uma área de cerca de 200 km2, |
| 03:53 → 03:55 |
equivalente a 2000 campos de futebol |
| 03:55 → 03:58 |
ou a 14 aeroportos da OTA. |
| 03:59 → 04:03 |
A ilha da Boa vista em Cabo verde será o palco dos lançamentos dos foguetões portugueses, |
| 04:03 → 04:09 |
local escolhido em função das suas características geográficas, topográficas e demográficas. |
| 04:10 → 04:14 |
Além de estar situada a uma latitude de 16ºN, próxima do equador, |
| 04:14 → 04:18 |
possui um relevo pouco acentuado e um baixo número de habitantes (3300), |
| 04:18 → 04:23 |
concentrados na cidade de Sal rei, afastados do local onde se farão os lançamentos. |
| 04:23 → 04:24 |
(5 hab. por km2) |
| 04:24 → 04:27 |
Deste modo evitar-se-ão eventuais catástrofes humanas. |
| 04:29 → 04:32 |
A ilha já possui um pequeno aeroporto que, depois de ser expandido, |
| 04:32 → 04:36 |
servirá para transportar alguns componentes e colaboradores da Agência. |
| 04:37 → 04:40 |
A energia necessária ao funcionamento da estação provirá principalmente |
| 04:40 → 04:44 |
de fontes renováveis com especial incidência na energia fotovoltaica. |
| 04:45 → 04:48 |
Quanto ao fornecimento do combustível necessário para realizar |
| 04:48 → 04:51 |
as operações no âmbito do lançamento de foguetões |
| 04:51 → 04:55 |
será hidrogénio e oxigénio que ficarão armazenados no subsolo. |
| 04:56 → 04:59 |
Os componentes para a montagem dos satélites e dos foguetões |
| 04:59 → 05:04 |
serão transportados via marítima até ao porto da estação na zona este da ilha, |
| 05:05 → 05:09 |
zona em que a profundidade do mar permite a navegação e atracagem dos navios. |
| 05:11 → 05:15 |
Parte dos componentes serão transportados para o módulo de assemblagem dos satélites, |
| 05:15 → 05:16 |
(25 km) |
| 05:16 → 05:18 |
situado na zona sudoeste da ilha. |
| 05:19 → 05:23 |
Outra parte dos componentes será transportada até ao módulo de montagem dos foguetões, |
| 05:23 → 05:26 |
próximo do local onde serão montados os satélites. |
| 05:27 → 05:30 |
O foguetão é construído em cima de uma plataforma móvel |
| 05:30 → 05:33 |
que permitirá uma fácil deslocação dentro da estação espacial. |
| 05:34 → 05:39 |
Os propulsores do foguetão são então testados na plataforma de testes da estação. |
| 05:40 → 05:44 |
Depois dos testes, o foguetão segue novamente para o módulo de assemblagem |
| 05:44 → 05:49 |
onde o foguetão será preparado para receber o satélite que mais tarde será colocado em órbita. |
| 05:50 → 05:54 |
Entretanto o satélite é transportado até ao módulo de assemblagem do foguetão, |
| 05:54 → 05:56 |
onde será integrado no mesmo. |
| 05:58 → 06:00 |
Após o processo de montagem do foguetão, |
| 06:00 → 06:02 |
este seguirá até aos tanques de combustível, |
| 06:02 → 06:05 |
onde será atestado para mais tarde ir rumo ao espaço. |
| 06:07 → 06:09 |
O lançamento do foguetão será controlado ao pormenor |
| 06:09 → 06:12 |
por técnicos que se encontrarão no edifício de controlo, |
| 06:12 → 06:14 |
suficientemente afastado da zona do lançamento |
| 06:14 → 06:17 |
com o intuito de evitar quaisquer danos materiais ou humanos. |
| 06:19 → 06:23 |
Um dos primeiros projectos a levar a cabo pela agência espacial portuguesa, |
| 06:23 → 06:26 |
já que esta se trata de um empreendimento a dar os primeiros passos, |
| 06:26 → 06:29 |
será um projecto já em estudo de nome VEGA. |
| 06:31 → 06:35 |
Apesar de existir uma tendência para as aeronaves aumentarem em altura, |
| 06:35 → 06:37 |
existe uma grande necessidade de se criar um lançador |
| 06:37 → 06:43 |
que coloque em órbita satélites de 300 a 2000 kg de forma económica e rápida, |
| 06:43 → 06:48 |
satélites esses que serão usados para pesquisas científicas e observação terrestre essencialmente. |
| 06:48 → 06:50 |
(primeiro teste aos propulsores do Vega) |
| 06:50 → 06:52 |
O projecto Vega é a resposta a esta necessidade. |
| 06:52 → 06:58 |
Esta aeronave irá oferecer um acesso rápido, fácil e económico ao espaço. |
| 07:00 → 07:05 |
Os custos são mantidos o mais baixo possível através da utilização de tecnologias low-cost |
| 07:05 → 07:08 |
e através da optimização de energia. |
| 07:08 → 07:11 |
Este projecto foi originalmente criado pela ESA |
| 07:11 → 07:14 |
e a nossa intenção é estabelecer uma parceria com esta agência, |
| 07:14 → 07:17 |
por ser do máximo interesse lançar foguetões a baixo custo |
| 07:17 → 07:19 |
custo e que ao mesmo tempo forneçam informações relevantes |
| 07:19 → 07:21 |
a nível científico. |
| 07:23 → 07:26 |
Lançamento - passo a passo |
| 07:26 → 07:29 |
Na fase do lançamento, o foguetão ascende verticalmente, |
| 07:29 → 07:33 |
sendo suportado pelo motor principal em conjunto com os propulsores. |
| 07:34 → 07:37 |
Passados aproximadamente 5 segundos este inclina-se, |
| 07:37 → 07:38 |
de forma progressiva, |
| 07:38 → 07:43 |
horizontalmente para se colocar numa fase de pré-transferência para a orbita geoestacionária |
| 07:45 → 07:49 |
Leva pelo menos 2 minutos para atingir uma altura de 60 quilómetros, |
| 07:49 → 07:52 |
local onde os propulsores se separam dos restantes componentes |
| 07:52 → 07:54 |
e caem separadamente no mar. |
| 07:57 → 08:00 |
O motor principal funciona durante pelo menos 12 minutos. |
| 08:00 → 08:04 |
Durante este período o foguetão continua a ascender para o espaço |
| 08:04 → 08:08 |
preparando-se para a colocação do satélite em órbita geostacionária |
| 08:08 → 08:11 |
que será controlada pela parte superior do mesmo. |
| 08:12 → 08:15 |
Quando este atravessa a atmosfera terrestre em direcção ao espaço, |
| 08:15 → 08:20 |
a sua parte principal, chamada de main stage é separada das restantes. |
| 08:20 → 08:26 |
O funcionamento controlado pela parte superior do foguetão chamada de upper stage, |
| 08:26 → 08:28 |
dura aproximadamente 13 minutos, |
| 08:28 → 08:34 |
e é durante este período que é atingida a sua velocidade máxima, que ronda os 8km/s. |
| 08:34 → 08:38 |
Neste ponto, a parte superior do foguetão liberta-se |
| 08:38 → 08:41 |
e o computador de bordo passa a comandar o satélite |
| 08:41 → 08:45 |
para que este rode sobre o seu eixo chegando assim à orbita geostacionária, |
| 08:45 → 08:48 |
e conseguindo auto-pilotar-se no espaço. |
| 08:49 → 08:53 |
Quanto à parte superior, para não danificar outros satélites, |
| 08:53 → 08:57 |
visto que se libertou num ponto próximo da órbita geostacionária, |
| 08:57 → 09:01 |
esta tem um computador a bordo que controlando a velocidade e a aceleração da upper stage |
| 09:01 → 09:06 |
estima uma trajectória que envia este componente para a chamada órbita-cemitério |
| 09:06 → 09:10 |
onde esta não pode danificar satélites ou outros veículos espaciais. |
| 09:14 → 09:27 |
Fim |
| 09:30 → 09:32 |
Narradora |
| 09:34 → 09:38 |
Guião |
| 09:40 → 09:43 |
Imagens |
| 09:45 → 09:48 |
Música |
| 09:51 → 09:53 |
Realizador |
| 09:55 → 09:57 |
Figueira da Foz |
| 09:57 → 09:59 |
Portugal |
| 09:59 → 10:02 |
Grupo 5 |
| 10:04 → 10:20 |
Agência Espacial Portuguesa |

